Ação entre sócios: Emerson Sheik embolsará R$ 6,5 milhões do Corinthians

Ídolo do Corinthians na conquista da Libertadores de 2012, o atacante Emerson Sheik, há tempos, ensaiava encerrar a carreira.
Em 2017, sem espaço em equipes grandes do país, dedicava-se mais a seus negócios particulares, entre os quais o famoso bistrô “Paris 6”, que mantém em sociedade (algumas filiais) com o presidente do Timão, Andres Sanches (a parte do dirigente é tocada pelo filho, Lucas), do que dentro de campo, em que vestia a camisa da Ponte Preta.
Outro sócio e também parceiro de baladas do jogador, coincidentemente, é o diretor de futebol alvinegro, Duílio do Bingo.
O desempenho foi tão ruim que o clube de Campinas terminou rebaixado à Série B do Brasileirão.

Sob desculpa de “homenagem”, o Corinthians, através de Andres Sanches, firmou contrato de quatro meses com Sheik, no início deste ano, prometendo que o atleta encerraria a carreira após a disputa do paulistinha.
À época o acordo foi bastante criticado porque alguns entendiam que, em vez de gastar valores próximos a R$ 500 mil mensais com o atleta, o clube poderia realizar um jogo de despedida, evitando a desnecessária despesa.
No Paulistinha, Sheik, como era de se esperar, entrou pouco em campo e assinalou, mesmo diante de equipes sem expressão, apenas dois gols.
Porém, quem tem amigo, ainda por cima sócio e presidente do Corinthians, não morre pagão.

Sheik, aos 40 anos, renovou, sob nova promessa de encerramento de carreira, seu vinculo contratual com o Timão, desta vez até dezembro de 2018.
No total, inserindo salários, 13% e demais custos, o veterano atleta receberá, no período de um ano, valores próximos a R$ 6,5 milhões do Corinthians.
Será que os sócios do bistrô, única possibilidade plausível deste acordo existir, não seriam também beneficiários de parte desta quantia ?

