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Casagrande é um oásis de isenção no jornalismo da Globo, que fez acordo com pai de Neymar

Dias atrás, a Rede Globo, incomodada com postagens em mídias sociais realizadas pelos tais “parças” do jogador Neymar, por conta das críticas de alguns jornalistas da emissora à postura, na Copa do Mundo, do provedor de todos eles, fraquejou.

Chamou o pai do ídolo brasileiro e propôs “amenizar” no jornalismo se o clã do atleta também retirasse o pé do acelerador na internet.

Em todos os sentidos, uma vergonha.

É função primordial do jornalista (narradores e comentaristas inclusos) informar os consumidores de notícias com precisão e deixar claras suas opiniões, que precisam ser fundamentadas.

Alguém acredita que as criticas a Neymar, realizadas pela emissora e por dezenas doutros profissionais de imprensa do planeta não se sustentavam ?

Nem mesmo o próprio jogador, que mudou radicalmente de postura – para melhor, no último embate da Seleção Brasileira, contra a Sérvia.

Se a maior emissora de tv da América Latina realizar acordo para não criticar o maior jogador de nosso time durante uma Copa do Mundo é aberrante, fazê-lo pelo temor se ser, talvez, difamada por gente absolutamente irrelevante, social e moralmente, e que, apesar de possuír, não por conta deles, mas da proximidade com Neymar, milhares de semelhantes como seguidores na internet, é apequenar uma Globo que, noutros tempos, não se curvaria a esse tipo de chantagem.

Ontem, já com o acordo vigente, o comentarista Casagrande ousou criticar a postura de Neymar antes de entrar no gramado, para o aquecimento, que se manteve distante no vestiário enquanto seus colegas de Seleção buscavam, em pequena reunião, acertar a melhor maneira de jogar contra os sérvios.

Desesperado, Galvão Bueno utilizou a criatividade para defender o atleta, dizendo que era “mania” dele não participar desse tipo de rodinha, e que se isso “faz bem para ele (Neymar), tudo bem”.

Outro que veio em socorro ao craque brasileiro, porém por razões comerciais (mantém com ele contrato de captação de patrocinadores) foi o desfrutável Ronaldo “Fenômeno”, que anuiu com as palavras no narrador e disse que ele, quando jogador, também comportava-se desta maneira.

Casagrande, que já teve a cabeça pedida por Neymar pai antes da Copa do Mundo e foi o comentarista da Globo mais hostilizado pelas postagens sopradas nos ouvidos dos tais “parças”, manteve-se digno, reiterou as críticas e disse que as imagens mostravam o que ele estava passando ao público.

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