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Na Europa, ideia é adotar medidas contra os abusos de agentes no futebol

Alexandre Pato em mesa com Andres Sanches e Kia Joorabchian, em São Paulo

Da ISTO É

O fracasso das novas leis levou diferentes entidades a proliferar reuniões na Suíça para tentar restabelecer um diálogo e um processo que possa levar a uma adoção de novas regras. Dentre as possibilidades, discute-se a volta do sistema antigo com agentes licenciados exclusivamente pela Fifa e a implementação de um limite de comissões para empresários com margem que varie entre 5% e 10%. As novas medidas devem entrar em vigor a partir do dia 1.º de junho.

Para David Seligman, um dos principais agentes europeus, o atual sistema desregulamentado pode gerar um abuso de muitos destes intermediários, principalmente diante de jovens jogadores estrangeiros que desembarquem na Europa.

Mel Stein, que criou na Inglaterra a Associação de Agentes de Futebol, também é um forte crítico das leis estabelecidas em 2015. Em sua avaliação, a imposição de um teto para o valor retido pelos intermediários poderia “destruir aproximadamente 50% dos negócios” dos membros de sua associação.

Os números confirmam que, de fato, a medida adotada em 2015 pela Fifa não funcionou. De acordo com a entidade máxima do futebol, intermediários ficaram com US$ 213 milhões (R$ 734 milhões) em 2013, como resultado de vendas e compras de jogadores no mundo. Em apenas cinco anos, o valor dobrou e, no ano passado, os agentes acumularam uma renda de US$ 447 milhões (R$ 1,5 milhão). Deste total, US$ 125 milhões (R$ 431 milhões) estão na Inglaterra, seguido por Itália, Alemanha, França e Espanha.

Números colhidos ainda pela Comissão Europeia revelam que, entre 2013 e 2017, os agentes acumularam uma renda de US$ 1,6 bilhão (R$ 5,5 milhões).

Hoje, nomes como Jorge Mendes, Kia Joorabchian e Pini Zahavi teriam o controle de jogadores que, juntos, valeriam um total de mais de 2 bilhões de euros. Segundo a revista Forbes, Mendes sozinho teria uma “carteira” de 102 atletas, entre eles Cristiano Ronaldo, e uma fortuna pessoal avaliada em US$ 72 milhões (R$ 258 milhões).

Na avaliação da Fifa, o novo sistema teria como objetivo evitar a lavagem de dinheiro. Mas, para os críticos, ao deixar o controle sobre esses intermediários nas mãos das federações nacionais, a realidade é que se estaria criando um “faroeste” no mercado global do futebol.

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