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Rosenberg “escorrega” em reunião do Conselho do Corinthians: “tem que mudar tudo que eu fiz”

“Para o economista, o nível ótimo de corrupção não é zero… porque toda vez que eu elimino um foco, uma atividade corrupta, eu incorro num custo… e se esse custo é maior do que eliminar aquele tipo de corrupção, a economia recomenda que não faça…”

“Mas e a ética ? Não… estou te falando aqui como economista…”

(LUIS PAULO ROSENBERG)


A tensa reunião do Conselho Deliberativo do Corinthians, realizada na última segunda-feira, foi marcada pela constrangedora participação do diretor administrativo Luis Paulo Rosenberg, que, ao tentar justificar os problemas do clube, escorregou.

Se antes, em sua primeira passagem pela gestão “Renovação e Transparência”, tudo que o dirigente discursava terminava em aplausos, agora, após o tempo revelar algumas verdades, aumentou, entre os conselheiros, a desconfiança e a oposição a seus procedimentos.

Sem ter como defender o planejamento financeiro do negócio “Estádio de Itaquera”, que o presidente Andres Sanches garante, foi trabalho de Rosenberg, o próprio propôs “mudar tudo” em todos os contratos, sob pena do Corinthians não conseguir quitar as pendências.

Difícil será convencer CAIXA, BNDES e ODEBRECHT a refazer algo assinado que claramente os favorece.

A tese de Rosenberg, em resumo é: “tem que desfazer tudo o que eu fiz”.

Absolutamente surreal.

Ainda durante a reunião, assim como ocorreu em sua primeira passagem pelo clube, Rosenberg disse que o Corinthians tem que seguir o exemplo de gestão do Barcelona, e que irá se empenhar para isso acontecer.

Não citou, porém, que o clube catalão funciona apenas dentro de campo, e que, além de dívida bilionária, possui seus dirigentes mais relevantes encarcerados por corrupção, entre os quais o ex-presidente (que só saiu do cargo após a prisão) Sandro Rosell, que delinquiu até no Brasil, em parceria com o ex-presidente da CBF, Ricardo Teixeira.

Qualquer semelhança com o que se observa na administração Andres Sanches, defendida por Rosenberg, pode não ser mera coincidência.

Por fim, o dirigente tentou se desvencilhar das acusações de fraude no mercado financeiro, cometidas no famosos caso “Panamericano”, pelas quais foi condenado, pelo Banco Central, há oito anos sem operar no mercado financeiro e a pagamento de multa pela CVM, dizendo: “eu presto consultoria a quatro empresas importantes”, sem dizer, porém, que precisou pagar quase R$ 1 milhão para reverter a pena imposta, sem alterar a culpabilidade, que lhe permitiu voltar a trabalhar no setor.

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