Paulo Preto e Andres Sanches

Ontem, em meio às tratativas para a prisão do ex-presidente Lula, ofuscou-se a importante notícia do encarceramento, pela Polícia Federal no âmbito da “Operação Lava-Jato”, de Paulo Vieira de Souza, vulgo Paulo Preto, operador de desvios da DERSA durante a gestão do PSDB, em São Paulo.
Trata-se da possibilidade de futura ‘Delação Premiada” capaz de ocasionar grande estrago aos principais políticos do Estado.
Mas não somente a eles.
Recentemente, Paulo Preto concorreu ao cargo de conselheiro do Corinthians – e foi derrotado, com apoio do presidente alvinegro, Andres Sanches.
A amizade é antiga.
À época da reforma do CT da Ayrton Senna, quase a totalidade dos materiais de construção foram objeto de desvios das obras financiadas pela DERSA, com absoluto conhecimento e anuência de boa parte de dirigentes e conselheiros alvinegros.
O assalto aos cofres públicos não é segredo, revelado nas rodinhas do “senadinho”, no Parque São Jorge, com direito a justificativas deploráveis, como:
“Foi corrupção do bem”; “O importante é que ajudou o clube”, etc.
Porém, neste episódio, além do Corinthians, outros mais “se ajudaram”, soubemos, com a inserção de notas fiscais desconfiáveis para justificar material nunca pago, de fato, mas com dinheiro saindo dos caixas alvinegros.
Grato, e talvez com medo do que está por vir, o deputado federal Andres Sanches está cuidando da defesa jurídica de Paulo Preto, que ontem, em meio à prisão, foi assessorado pelos advogados Daniel Bialsky e pelo Dr. Santoro, ambos advogados do presidente alvinegro, absolutamente atuantes no setor jurídico do Timão.
