Coluna do Fiori

fiori - dicunto

FUTEBOL: POLÍTICA, ARBITRAGEM E VERDADE

Fiori é ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol, investigador de Polícia e autor do Livro “A República do Apito” onde relata a verdade sobre os bastidores do futebol paulista e nacional.

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apito limpo

“É com a atitude de doação, sincera e desprendida de interesses pessoais, que crescemos em espírito e nos tornamos pessoas melhores.”

Pensamento de: Roseli de Abreu

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Quartas de Final da Série A1 do Paulistão – 2018

Sábado 17/03 – Jogos de ida

São Caetano 1 x 0 São Paulo

Árbitro: Vinicius Furlan

Item Técnico

Como principal:

– ter corroborado com o erro cometido por Alberto Poletto Masseira, assistente 02, no momento que ergueu a bandeirinha sinalizando impedimento de um atacante da equipe do São Caetano

Item Disciplinar

Advertiu com cartão amarelo 03 atletas contendores: 02 para são-caetanenses; 01 para defensor são-paulino

Novorizontino 0 x 3 Palmeiras

Árbitro: Flavio Rodrigues de Souza

Item Técnico

Pouco exigido; momento principal:

– Acertou na marcação da penalidade máxima cometida por Tony Everton defensor do Novorizontino no palmeirense Borja, cobrada por Dudu, convertida no primeiro gol da equipe alviverde

Erro

Cometeu Luiz Alberto Andrini Nogueira assistente 02, no tempo que apontou impedimento de um ataque da equipe alviverde

Movimentação

Como maioria dos consortes, Flavio Rodrigues de Souza insiste em agradar as orientações dos membros da CA, em especial, o intragável e todo poderoso Dionísio Roberto Domingues; e, por não se movimentar na tradicional diagonal, em um dos lances da contenda teve uma das pernas atingida pela redonda

Item Disciplinar

Correto quando das 07 advertências com cartão amarelo; sendo: 02 para defensores  da equipe mandante e 05 para palmeirenses

Ênfase 

Desta feita Flavio Rodrigues de Souza desempenhou sua função com acenos e postura compatíveis com sua função, ou seja: Sem aparecer!  Cumpriu as leis do jogo

Domingo 18/03

Bragantino 3 x 2 Corinthians

Árbitro: Leandro Bizzio Marinho

Item Técnico

Aberração maior, foi a não marcação da falta cometida por Romeiro atacante corintiano no momento que olhou a posição do goleiro oponente, ficou na sua frente, impedindo que defendesse a redonda que findou no fundo da rede, proporcionando o primeiro e gol de empate da equipe corintiana

Realço

O excelente interpretar das leis do jogo colocado em pratica por Vitor Carmona Mestaine, assistente 02, quando da conclusão do primeiro tento da equipe do Bragantino; explico:

– No acréscimo ao tempo normal, próximo do fim da primeira etapa, lado esquerdo do ataque da equipe de Bragança Paulista, ocorreu cobrança curta de escanteio;

– quando da cruzada da redonda, o corintiano Clayson tentou intercepta-la, não conseguiu e, saiu pra fora da linha divisória do campo;

– quando da descida da redonda aconteceu passe de cabeça de um dos atacantes do Bragantino para o consorte Matheus dar uma cabeçada na pelota e marcar o primeiro e gol de sua de sua equipe

Confesso

De pronto, via TV, fiquei na duvida sobre a posição atacante Matheus, no entanto, ao ver Balbuena erguer o braço, olhar para sua esquerda e não reclamar; deduzi que o lance foi legal

Replay

Do cruzamento a cabeçada final, não deu outra: o movimento do corintiano Clayson deu total condições para o atacante oponente

Item Disciplinar

Advertiu com cartão amarelo 04 defensores do Bragantino, e deixou passar batido o corintiano Fagner, no momento que praticou fortíssima falta em um dos oponentes

Observação

Leandro Bizzio Marinho assoprador de apito a quem denomino “Whatsapp” por ter enviado mensagem para um dos assistentes no intervalo de uma contenda da fase final do Paulistão 2015 ou 2016, dizendo que o árbitro deixou de marcar duas penalidades máximas; faz-me crer, que seja péssimo colega, vez que:

O lobo perde o pelo mas não o vicio. Né, não?

Botafogo 0 x 0 Santos

Árbitro: Raphael Claus Assistente 01: Alex Ang Ribeiro

Item Técnico

Trabalho aceitável.  Disputa foi bem fraquinha, não compensou o preço do ingresso

Item Disciplinar

Correto por ter advertido com cartão amarelo 02 defensores da equipe mandante e 01 santista

Terça Feira 20/03 – Jogos de volta

São Paulo 2 x 0 São Caetano

Árbitro: Salim Fende Chavez

Item Técnico

Deixou de sinalizar faltas, em uma delas, acertou, por ter dado prosseguimento, quando de um ataque da equipe são-caetanense

Em outra, ocorrida nos minutos finais da primeira etapa, Salim Fende Chaves cumpriu o determinado nas leis do jogo, deixando o jogo correr,

– na sequencia do chute desferido por Militão, do São Paulo para a meta adversaria; vez que:

– um dos oponentes, estando no interior de sua área, escorregou, caindo pro seu lado direito,

– no momento da queda, seu braço esquerdo ficou para cima, no trajeto, a redonda tocou em uma parte de seu corpo,

– subiu, resvalou no braço esquerdo, evitando seu avançar;

– neste momento, são-paulinos pediram penalidade máxima, prontamente, recusada

Item Disciplinar

Acertou por ter advertido com cartão amarelo 03 defensores do São Paulo e 01 do São Caetano

Observação

Vacilou e muito por não ter amarelado no decorrer da primeira etapa o são-caetanense Diego, como também, seu oponente Reinaldo; fazendo-o, na segunda etapa, após pequeno chega pra lá entre eles.

Findando

Não ocorreram lances duvidosos dentro das áreas, no entanto, na parte disciplinar Salim Fende Chaves deixou de amarelar o são-paulino Nenê.

Quarta Feira 21/03

Santos 0 x 0 Botafogo, placar no tempo normal ( 90 minutos)

Decisão por pênaltis

Santos 3 x 1 Botafogo

Árbitro: Leandro Bizzio Marinho

Item Técnico

No transcurso da primeira deixou de sinalizar a penalidade máxima cometida por um dos defensores do Botafogo no santista Gabigol, sob as vistas omissas do assistente 01: Marcelo Carvalho Van Gasse; mesmo bem posicionado, o árbitro deixou passar batido

Item Disciplinar

Advertiu com cartão amarelo: 01 defensor da equipe santista e  02 do Botafogo

Palmeiras x Grêmio Novorizontino

Árbitro: Vinicius Furlan

Item Técnico

Keno, atacante palmeirense sofreu duas penalidades máximas, uma corretamente sinalizada por Vinicius Furlan, que foi batida por Filipe Melo, acima do travessão

Item Disciplinar

Advertiu com cartão amarelo 04 defensores do Novorizontino, dentre estes, o atleta Jonatan recebeu segundo, seguido do vermelho

Quinta Feira 22/03

Corinthians x Bragantino

Árbitro: Vinicius Gonçalves Dias Araujo

Item Técnico

Nos primeiros minutos deu umas vaciladas, posteriormente, se fez presente, respeitando, sendo respeitado

Item Disciplinar

Advertiu com cartão amarelo 01 defensor do Corinthians e 02 do Bragantino

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Política

Um tapetão para Lula

STF criará insegurança jurídica nociva à democracia se proibir prisão de Lula

Uma lenda urbana atormenta o Supremo Tribunal Federal (STF): a de que o País pegará fogo quando o Tribunal Federal Regional da 4.ª Região (TRF-4), em Porto Alegre, mandar executar a pena de 12 anos e um mês a que foi condenado o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na verdade, o criminoso (não levem a mal o autor destas linhas, mas o fato já foi resolvido em definitivo pela instância cabível no Judiciário) foi presidente da República e, a julgar pelas últimas pesquisas, deve ser o mais popular da História. É fato também que Lula lidera as pesquisas de intenção de voto dos institutos de opinião pública para a eleição presidencial de outubro. E daí?

O argumento da paz social é usado para transformar o fundador e principal líder do Partido dos Trabalhadores (PT) em beneficiário de anistia num lance sórdido, conhecido no popular como tapetão. E este pode configurar o STF como um puxadinho da mal afamadíssima justiça desportiva – com as letras mais minúsculas com que seja possível grafar. Pasme, leitor sensato e incauto, as supremas togas nacionais conspiram para evitar a prisão de um criminoso do qual não há presunção, mas, sim, pretensão de inocência, temendo o rugir das ruas contra a execução de sua pena. Suprema ignorância! O anunciado exército de Stédile, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), não impediu o impeachment de sua afilhada Dilma Rousseff nem paralisou o processo em que ele foi submetido a uma condução coercitiva, tida como humilhante, e condenado pelo juiz federal Sergio Moro a nove anos e seis meses. Muito menos: não conseguiram mais do que interromper o trânsito com pneus queimados para protestar contra a confirmação da condenação, o aumento da pena na segunda instância e a negação de seu habeas corpus pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

O carisma do condenado, liberado para fazer campanha, só elegeu seu poste Dilma com ajuda do PMDB e não evitou a catástrofe de seu partido nas eleições municipais de 2014.

A perspectiva de uma convulsão social com a prisão de Lula é um falso pretexto para que os conspiradores togados, dos quais sete foram nomeados por presidentes dos desgovernos petistas Lula e Dilma, dele se aproveitem para substituírem definitivamente o governo das leis pelo governo dos homens. O modus operandi da cúpula do Poder Judiciário está claramente dando um golpe contra o Estado de Direito (o governo das leis). Mas não está isolado nessa ignomínia, como denunciou um artigo, que é uma verdadeira aula de Direito, escrito pelo professor Celso Lafer e publicado neste espaço no domingo passado. O Legislativo, o Executivo, o Ministério Público e a Polícia Federal são cúmplices!

Os conspiradores togados não o fazem por motivos ideológicos, caritativos ou por generoso garantismo, mas por meros interesses pessoais, passando por cima da ética e da honra com um cinismo deslavado. Um ministro do STF concedeu habeas corpus a clientes da banca de seu cônjuge e julga patrocinadores de empresas de que é acionista. Um ex-colega dele, patrono da causa que poderá ser beneficiada pelo tapetão, eleva a chicana à condição de direito pleno de defesa recorrendo à lerdeza dos julgamentos de uma Corte tartaruga. Duplo vexame: no exercício de cargo no topo de suas carreiras, ganhando salários que servem de teto para todo o funcionalismo, incluindo o presidente da República, participam dos lucrativos negócios da educação e da advocacia, pois lhes é permitido e não percebem quebra de decoro.

Se o STF endossar o tapetão para Lula, apenas porque um de seus membros, Gilmar Mendes, mudou de opinião, será responsável por uma grave crise de insegurança jurídica nesta República de réus. Pois um juiz de primeira instância, três da segunda e cinco do STJ, estas últimas por unanimidade, decidiram pela execução da pena que o STF pode a adiar.

E a segurança jurídica, segundo Lafer, apoiando-se em sólida literatura, assinada por exegetas do escopo de Theofilo Cavalcanti Filho e Tércio Sampaio Ferraz Jr., e no filósofo italiano Norberto Bobbio, “é algo a ser constantemente buscado no Direito por meio da adequada avaliação dos problemas da prova, da qualificação, da interpretação e da relevância”. O professor emérito da USP concluiu suas lições com uma definitiva: a segurança jurídica é atributo, e não impeditivo do bem-estar nacional.

O tapetão para o cliente do dr. Pertence, que troca a reputação por êxito nessa operação, terá, se não for sustado por ministros comprometidos com a democracia no STF, duas outras consequências graves. Para o golpe ser bem-sucedido, a cúpula do Judiciário anulará decisão que tomou há dois anos, por maioria aritmética simples (ao contrário do que desaprendeu o ministro da Justiça, Torquato Jardim, seis não é igual a cinco, é mais), proibindo a prisão de condenados em segunda instância. Atenderão, assim, ao interesse dos potentados da política assustados com o mensalão, que apelaram para a leitura fundamentalista da Constituição, em 2009, para negar prática adotada desde o Código Penal de 1941, como lembrou o advogado José Paulo Cavalcanti Filho, nomeado por Dilma Rousseff para a Comissão Nacional da Verdade. E René Ariel Dotti, defensor de presos políticos na ditadura, concorda com ele.

E mais: ao arrepio da Lei da Ficha Limpa, de iniciativa popular, o condenado por corrupção e lavagem de dinheiro por nove a zero em duas instâncias e no STJ (agora usado por quem quer ganhar tempo para o culpado) participará da campanha eleitoral de outubro. Isso certamente ocorrerá depois que ele for, como tudo indica que o será, condenado pela Lava Jato a mais 20 anos de cadeia por ocultação do patrimônio no sítio Santa Bárbara. Até o cancelamento do registro de sua candidatura ilícita, o condenado disputará a Presidência. Só nos restará apelar: “Valei-nos, Santa Bárbara!”

Publicado no Estadão do dia 21/03/2018 – Criador: José Nêumanne Pinto – Jornalista, Poeta e Escritor brasileiro.

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Justiça

No meu entender maioria dos membros do STF continua sendo baluarte das roubalheiras cometidas por seus indicadores e protegidos

Finalizando

“O fato de que muitos políticos de sucesso são mentirosos, não é exclusivamente reflexo da classe política, é também um reflexo do eleitorado. Quando as pessoas querem o impossível somente os mentirosos podem satisfazê-las”

Thomas Sowell – é um economista americano

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Chega de Corruptos e Corruptores

Se liga São Paulo

Acorda Brasil

SP-24/03/2018

Confira abaixo o programa “COLUNA DO FIORI”, desta semana, que foi ao ar pela rádio Rock n’ Gol e pelo YouTube:

*A coluna é também publicada na pagina Facebook:  “No intervalo do Esporte”

*Não serão liberados comentários na Coluna do Fiori devido a ataques gratuitos e pessoais de gente que se sente incomodada com as verdades colocadas pelo colunista, e sequer possuem coragem de se identificar, embora saibamos bem a quais grupos representam.

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