Corinthians elimina concorrência da Poá/SPR, empresa ligada a Andres Sanches e Rosenberg

Andres Sanches e Luis Paulo Rosenberg em confraternização da Poá/SPR – julho de 2017

Pouco tempo após assumir o cargo de presidente do Corinthians pela primeira vez, Andres Sanches, orientado por seu mentor, Luis Paulo Rosenberg, avalizou a utilização da empresa Poá Textil – até então uma “fundo de quintal” no bairro do Brás, que depois renomeou-se “SPR”, para que esta fosse a única autorizada a revender produtos com a marca “Corinthians”, excetuando-se os fabricados pela Nike (parceira principal).

Depois, o negócio ampliou-se e a Poá/SPR transformou-se, também, em franqueadora de lojas, as famosas “Poderoso Timão”.

Porém, para iniciar a empreitada, fazia-se necessário romper o vínculo do clube, vigente desde 2005, com a Braziline, que teria recusado-se, à época, a trabalhar sobre os termos da dupla alvinegra.

Sabe-se, hoje, que Andres Sanches e Luis Paulo Rosenberg são tratados como sócios nem tão “ocultos” assim da Poá/SPR (compareceram, inclusive, em festa de funcionários da franqueadora, ano passado), com direito a empregar o publicitário Caio Campos como CEO da empresa no período da gestão Roberto Andrade, para reconduzí-lo ao Timão, no início deste ano, após vitória nas eleições alvinegras.

A Braziline, indignada, recusou-se em 28/02/2008, a aceitar rompimento de contrato por notificação extrajudicial do clube, e o caso foi parar, em 2011, nos Tribunais.

No período conversamos com o dono da empresa, que, sentindo-se “achacado”, confirmou todo o teor das diversas informações veiculadas, à respeito do caso, pelo Blog do Paulinho.

Durante alguns anos a Braziline seguiu vendendo produtos com a marca “Corinthians”, paralelamente à Poá/SPR, sem utilizar-se de Nota Fiscal de terceiros, pagando exatamente os royalties que haviam sido contratados pelo Timão.

Ontem o caso se encerrou, com a Justiça determinando:

(…) condenar a ré na obrigação de se abster de produzir, comercializar e distribuir roupas ou produtos com a “Corinthians”, confirmando os efeitos da antecipação da tutela, sob pena de multa diária de R$ 10.000,00, até o limite de R$ 100.000,00 por produto colocado no mercado de maneira não autorizada (fls. 71/72)”

A decisão, por razões evidentes, agradou a Andres Sanches e Luis Paulo Rosenberg, desagradando, porém, as dezenas de lojistas que declaram-se, em várias ações judiciais, “achacados” pela Poá/SPR, além dos caixas do clube, em sendo verdadeiras acusações, gravíssimas, de manipulação contábil para ocultar valores reais de royalties a serem pagos ao Corinthians.

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