Ao demitir agente de jogadores, São Paulo não pode cair na mesma armadilha com Luxemburgo

O São Paulo acaba de demitir Dorival Junior, que, além de treinador de futebol seria também agente de jogadores, utilizando-se de seu cunhado (dono de empresa de intermediação) em alguns casos e fazendo parcerias com outros, como, dizem, ocorria no Vasco da Gama, sintonizado a Carlos Leite.

Cabe ao clube repensar procedimentos e escutar os bastidores da bola, evitando errar novamente.

É fato que o elenco de jogadores não é do nível da tradição Tricolor, razão pela qual o novo treinador terá que reiniciar muita coisa, adequar outras e, principalmente, integrar o que existe de melhor nas categorias de base, com a coragem que um dia Telê Santana emprestou ao clube em sua histórica passagem.

O que não pode acontecer, e Raí será culpado se cair na armadilha, absolutamente conhecida de qualquer iniciante no mundo esportivo, é se livrar de Dorival e virar refém de V(W)anderlei(y) Luxemburgo, também agente de atletas, porém mais voraz e desesperado que o antecessor.

A imprensa, em regra, ajuda essa gente, por vezes desinformada ou em troca de informações, noutras em inconfessáveis favores, ocultando a verdade de seus procedimentos, destacando ainda qualidades superdimensionadas em conhecimentos futebolísticos inexistentes, aquém do propagandeado.

Não há mais margem a erro para o São Paulo, sob pena de se tornar, na realidade, nunca na história, o quarto time da capital paulista, atrás de Corinthians e Palmeiras, hoje com estádios melhores e futebol mais equilibrado, e do Santos, que adotou o Pacaembu como casa mais compatível à sua grandeza.

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