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O que está acontecendo com o Sport ?

Arnaldo de Barros, presidente do Sport

Eliminado, recentemente, pelo modesto Ferroviário, o Sport/PE que já havia quase sido rebaixado à Série B do Brasileirão em 2017, ficou de fora, também, da lucrativa Copa do Nordeste.

Muito desses desastres podem ser explicados por conta da desastrosa administração.

O presidente, Arnaldo de Barros, tem jogado para a torcida ao demitir o contestado Alexandre Faria e, em sequencia, contratado Klauss Câmara, sem, porém, atacar as principais razões que geram insatisfação nos jogadores, entre as quais os frequentes atrasos de salários.

Se antes o Sport ironizava seus principais adversários, Santa Cruz e Náutico, pelos meses durarem mais do que 30 dias, alguns deste períodos no Leão, por conta da gestão atual, tem ultrapassado os 90.

Não à toa problemas jurídicos do clube começam a pipocar na mídia.

Para defender-se do episódio Diego Souza, os advogados do Leão acreditam, em clara demonstração de incompetência, que um email tem valor maior do que o contrato firmado entre as partes.

Não à toa o Fluminense já conseguiu bloquear parte da venda ao São Paulo: R$ 5 milhões de um total de R$ 10 milhões, quando o presidente afirmava, em aparente mentira, não ultrapassaria R$ 1 milhão.

O clube teve também que passar pelo constrangimento de admitir, publicamente, calote na aquisição do jogador André “Cachaça”, que será cobrado com juros e correções devidas pelo Atlético/MG.

Mais grave ainda é o caso da ação promovida pelos agentes do jogador Rithely, que não receberam as comissões acordadas.

Em entrevistas, o vice-presidente jurídico do clube, Dr. Leucio Lemos, admitiu a dívida, mas que o Sport tem outras prioridades de pagamento.

Ocorre que, segundo a Câmara Nacional de Resolução de Disputas, criada pela CBF em 2016 para resolver litígios entre clubes, atletas, intermediários e treinadores, que foi acionada pelos agentes do então ídolo da agremiação, a equipe pernambucana sofrerá graves sanções se não quitar as pendências.

Entre as quais:

  • bloqueio do repasse de Receita ou Premiação à receber da CBF ou de sua Federação;
  • devolução de premiação ou título conquistado em competição da CBF;
  • proibição de registrar novos atletas pelo período de dois anos;
  • suspensão ou cancelamento do Certificado de Clube Formador.

O departamento jurídico do Sport, em defesa, ao que parece, novamente atabalhoada, alegou: “estamos entregando a defesa do Clube na CNRD e manifestando a questão da competência. Na nossa tese, a CNRD não tem atribuição para decidir sobre isso”.

Ao pagar para ver o Sport arriscará, ainda mais, sua já sofrível condição administrativa, esportiva e financeira.

Este caso, especificamente, serve de exemplo aos dirigentes que prometem, como políticos, o que não possuem interesse em cumprir, sabedores de que o ônus para a falta de palavra recairá sobre os clubes, não em seus bolsos.

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