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Ronaldinho Gaúcho: o epílogo de um gigante que poderia ter sido ainda maior

Ronaldinho Gaúcho, duas vezes eleito o melhor jogador do mundo (2004 e 2005), parecia um híbrido entre a habilidade de Garrincha e a força física de Pelé quando encantou o planeta no auge de sua criatividade.

Se tivesse mantido, depois deste período, o desejo de futebol que faz de Messi e Cristiano Ronaldo, há mais de uma década, os mais regulares principais jogadores do planeta em todos os tempos, dividiria com a dupla de argentinos (inclui-se, claro, Diego Maradona), os brasileiros Garrincha e Rivellino, além do holandês Cruyff, um lugar no Olimpo aos pés do insuperável Pelé.

Não aconteceu.

Até então brilhante, Ronaldinho desistiu de crescer, contentou-se com a fama adquirida e dela viveu, entre boates e alguns lampejos de profissionalismo, mais no imaginário do que poderia ter sido do que na realidade do que, de fato, estava sendo.

Ainda assim, será inesquecível, com um título de Copa do Mundo em 2002 – com direito a gol decisivo contra a Inglaterra, uma Liga dos Campeões, em 2005/2006, e a Copa Libertadores de 2013, último suspiro de seu belo futebol.

Ontem, após o anúncio feito por uma das âncoras de sua carreira, o irmão Assis, de que não mais jogaria profissionalmente, Ronaldinho deixou mensagem de despedida em seu Instragram:


Obrigado Sr. meu Deus, por esta vida que me deste, família, amigos e minha primeira profissão!!!

Após quase três décadas dedicadas ao futebol, me despeço do meu maior sonho, sonho realizado!!!

Fiz o que mais amei profissionalmente por 20 anos, e 10 como formação de base.

Vivi intensamente este sonho de criança, cada instante, viagens, vitórias, derrotas, a resenha, hino nacional, a caminhada no túnel, vestiário, entrada em campo, as chuteiras que usei, as bolas boas e ruins, homenagens que ganhei, os craques que joguei, os que admirei e joguei e os que só joguei no play, mas admiro até hoje!

Enfim tudo foi incrível!!!

Meu pai e minha família me apoiaram muito pra chegar até aqui, foi um trabalho em equipe.

Chegamos ao fim da primeira etapa com uma história bonita pra contar…


Nós, amantes do futebol, testemunhas do que Ronaldinho foi e sonhadores do que poderia ter sido, também somos gratos.

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