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A necessidade de refazer uma década de balanços do Corinthians

Felipe Ezabella, Raul Corrêa da Silva, Sergio Alvarenga e Fernando Alba

É consenso, entre oposicionistas no Parque São Jorge, a necessidade de refazer e republicar os balanços do Corinthians, contabilizados ao longo de uma década pela gestão “Renovação e Transparência”.

Todos, quando não equivocados, com graves indícios de fraudes.

Sabe-se, até por conta dos desdobramentos que levaram quatro dirigentes alvinegros (Raul Corrêa da Silva, Andres Sanches, Roberto Andrade e André Negão) a responderem três processos, ainda em trâmite no STF, por crimes fiscais (entre os quais apropriação indébita), que os números não batem, gerando efeito dominó de irrealidades que contaminaram, inclusive, as contas mais recentes.

A política de não pagar impostos, que levou o Corinthians a grave descontrole financeiro, foi implementada, à época, pelo diretor financeiro Raul Corrêa da Silva, mas avalizada e defendida, em conjunto, pelo então presidente, Andres Sanches e também o diretor jurídico, Sergio Alvarenga.

“Ninguém paga imposto no Brasil”, diziam em uníssono.

Recentemente, Emerson Piovesan, sucessor de Raul Corrêa, protocolou no Conselho Deliberativo acusação formal de que o antecessor “fraudou” as contas do clube, mas depois, pressionado – inclusive pela necessidade de refazer as próprias contas, recuou.

Em meio a este emaranhado de irregularidades, o Corinthians não tem como afirmar, com exatidão, se as receitas e despesas futuras do clube correspondem à realidade.

Suspeita-se ainda que os problemas fiscais, autuados anos atrás, possam não ter sido de fato resolvidos, mas provisoriamente atenuados (o clube precisou, inclusive, recorrer ao mercado financeiro para tomar quase R$ 100 milhões emprestados), com objetivo de livrar os quatro dirigentes citados da possibilidade de prisão.

Enquanto o Corinthians não resolver sua contabilidade, apresentando números verdadeiros a seus conselheiros, associados e também ao fisco, inviabilizará a gestão financeira futura, podendo ainda incorrer em reincidência criminal.

Estas são as razões pela qual existe no Parque São Jorge o entendimento, quase unânime (excetuando-se, por razões óbvias, os atuais gestores e grupo bancado pelo ex-diretor financeiro), da necessidade das contas serem refeitas e novamente publicadas, implicando ainda na reanálise de eventuais prejuízos ocasionados pelos responsáveis da tragédia e seus terceiros coniventes, basicamente obscuras empresas de auditorias que deram aval aos “equívocos”, muitas delas, inconvenientemente (para o clube) geridas por contadores ligados a Raul Corrêa da Silva.

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