Palavra da CBF não durou cinco dias

Na última segunda-feira, o presidente da CBF, sobrepondo-se ao comando da arbitragem nacional e à Rede Globo, única operadora capaz de gerir o sistema, declarou: “teremos árbitro de vídeo na próxima rodada do Brasileiro”.
A palavra de Marco Polo Del Nero não resistiu a cinco dias de debates.
Ontem, a CBF voltou atrás, diante do evidente quadro de despreparo dos árbitros que serviriam de operadores dos equipamentos, da impossibilidade de, às pressas, ser atendida a contento pela emissora e a oposição dos clubes, descontentes em gastar R$ 30 mil por partida para manter o sistema.
Sem poder viajar para esconder-se do vexame, Del Nero terá que engolir, a seco, mais esta derrota.
