Corinthians, com a conivência da FPF, enganou PROFUT e conselheiros do clube

Revelamos, ontem, que o Corinthians socorreu-se da Federação Paulista de Futebol para adiantar cota de televisão da Rede Globo, intermediadas pelo órgão, para utilizá-las, na íntegra ou em parte, no pagamento de multa milionária da Receita Federal, evitando assim o indiciamento criminal, mais um, de seus dirigentes.
Espertamente, o diretor de finanças alvinegro, Emerson Piovesan, desmentiu a operação (adiantamento de cotas), dizendo tratar-se de “acordo visando o campeonato do próximo ano.”
Em 2017, o clube recebeu R$ 18 milhões da Globo pelos direitos do Paulistinha.
Fonte da Federação Paulista de Futebol (a entidade negou-se a responder oficialmente) explicou a dissimulação:
“Por conta do PROFUT, para evitar consequências, o negócio foi fechado como empréstimo ao Corinthians, e deverá figurar como tal em ambos os balanços, porém, o clube deu em garantia de pagamento os recebíveis das cotas de tv… se não pagar, elas serão amortizadas… creio que a operação está obvia, não ?”
Em sendo verdade, o Corinthians, mais uma vez, atenta contra o discurso principal da gestão, o de ‘renovação” e “transparência”, colocando ainda a entidade, que já não tem problemas, sob risco de indiciamento por fraude, gerando consequências graves ao burlar a legislação, enganando, também, associados, torcedores e conselheiros.
