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Renato Russo proibiu a entrada de Geddel Vieira Lima, o “suíno”, em seu grupo de Faculdade

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Dos maiores ícones da história do Rock nacional, ídolo de toda uma geração, Renato Russo proibiu o ingresso de Geddel Vieira Lima em seu grupo de ensino no Colégio Marista, de Brasília, muito antes de compor canções que combatiam a corrupção, tocadas pelo Legião Urbana.

Pelo texto, o cantor considerava o “Suíno”, apelido do político à época de aluno, “insuportável”.

Geddel é apontado, também, como melhor piadista do que aluno.

A história está contada na página nº 93 de seu livro “Renato Russo – o filho da Revolução”.

Geddel que acaba de ser preso pela Polícia Federal, após acolher R$ 51 milhões, em espécie, sem origem, num apartamento utilizado como caixa-forte, foi Ministro dos governos mais corruptos da história tupiniquim.

“Eu vou ser político!”, dizia, segundo relato de Renato Russo.

A profecia se cumpriu e deu razão ao cantor, que, antevendo o caráter do sujeito, não permitiu a aproximação.

ABAIXO TRECHO DO LIVRO CITANDO GEDDEL:

A turma do Marista tem que preparar apresentação relacionada à música. De imediato Renato avisa:

– O tema do meu grupo vai ser a história do rock

Rigoroso na hora de selecionar os colegas de grupo, ele convida Maria Inês Serra e mais dois ou três felizardos que se mostraram dispostos a executar a tarefa como ele planejaria.

Tinha gostado de trabalhar com Inês em uma pesquisa sobre cantigas de roda – o esforço alheio representava fator decisivo para a escolha. Deixa claro (a ponto de despertar antipatia e criar fama de chato) que não carregaria ninguém nas costas. Apesar do pedido de colegas como Geddel Quadros Vieira Lima para entrar no seu grupo pela garantia de notas altas na avaliação final.

Filho do político baiano Afrísio Vieira Lima, o gordinho Geddel era um dos palhaços da turma.

Chegava no colégio dirigindo um Opala verde, o que despertava a atenção das meninas e inveja dos meninos – que davam o troco chamando-no de “Suíno”. Tinha sempre uma piada na ponta da lingua; as matérias, nem sempre.

– Eu vou ser político !

O jeitão expansivo garantia popularidade entre os colegas, mas não unanimidade.

“Ele é in-su-por-tá-vel!”, justifica Renato para Maria Inês, dividindo as sílabas de forma enfática, ao sentenciar a proibição da entrada de Geddel em seu grupo.

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