Roberto Andrade não quer apoiar candidatos nas eleições do Corinthians

Fruto da imaginação do ex-presidente Andres Sanches, o atual mandatário do Corinthians, Roberto Andrade, objetiva deixar a condição de poste para agir como força política nas próximas eleições alvinegras, a serem realizadas em fevereiro.
Se, publicamente, o silêncio predomina, aos seus o discurso é o de que não pretende apoiar ninguém.
Para tal, porém, será necessária a medição do percentual de amarração, em diversos níveis, que a “Criatura” possuí com o “Criador”, fator que determinou, no último pleito, o apoio, a extremo contragosto, de um então presidente Mario Gobbi ao candidato de Andres Sanches, mesmo um querendo ver o outro pelas costas, tanto que, desde então, nunca mais se falaram.
Na primeira prova, em que relutou ao aceitar a ingerência do deputado em sua gestão, Roberto, para não cair em impeachment, ficou de “recuperação”, conseguindo frear o ímpeto do ex-presidente no futebol profissional, mas sendo obrigado a abrir-lhe as portas no amador.
Porém, é exatamente esta mágoa, gerada pela chantagem daquele momento, que fomenta Andrade a não apoiar Andres como candidato oficial da gestão, que enfraqueceria as pretensões do parlamentar.
Resta saber se há margem no relacionamento, obscuro, de ambos para tomada de decisão tão ousada e radical.
O Corinthians teria, então, depois de longo período, candidatos sem a chancela oficial, já que Roberto também não declinaria apoio aos outros, sejam eles Roque Citadini e Osmar Stabile, que representam uma oposição com discurso mais equilibrado, Tuma Jr e seu comportamento radical ou até mesmo Paulo Garcia, que se diz oposicionista, mas está mais ligado ao presidente do que Andres Sanches na atual composição da administração.
