Golden State Warriors repudia Trump e dá lição ao mundo

Campeão de dois dos três últimos campeonatos da NBA, o Golden State Warriors tratou de inserir o último deles, conquistado dias atrás, na história da luta contra o autoritarismo.
É praxe entre todos os conquistadores de títulos expressivos nos EUA visitar o presidente do país, em evento bem mais importante para o mandatário faturar politicamente por conta da popularidade alheia do que propriamente para o clube.
Não se trata, claro, de exclusividade americana a mistura de esporte com política, sempre em desfavor da população.
Vale lembrar exemplos mais famosos no Brasil, como a chegada das seleções campeãs mundiais, que se viram obrigadas a bajular os respectivos presidentes, e até clubes populares, que também posaram ao lado de políticos, parlamentares, etc.
Ontem, porém, os campeões da NBA, em protesto contra o deplorável governo Donald Trump, por unanimidade (comissão técnica, jogadores e direção) anunciaram que não beijarão as mãos da presidência, e sequer viajarão a Washington.
Um exemplo para o mundo.
Sim, houve outros pela história, nem todos no mesmo contexto, mas ainda assim importantes, como a “Democracia Corinthiana”, que se insurgiu contra os desejos de um governo militar brasileiro, mas poucos com a relevância e a visibilidade do atual, em que o melhor time, do esporte mais popular (basquete), do país que comanda o mundo recusa-se a homenagear seu ditador.
Há esperança no Planeta.
O recado foi transmitido e, espera-se, assimilado pelos que, tomara, sejam estimulados a agir com a coragem de não se aliar ao que não presta, mesmo que seja apenas em evento protocolar, mas ainda assim com poder de sugestionar positividade a quem exala imoralidade.
