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Camarotes não vendem, mas servem para cooptar votos no Corinthians

Se as últimas administrações do Corinthians demonstraram incompetência para vender camarotes e naming-rights do estádio em Itaquera, gerando enorme prejuízo aos caixas alvinegros, à medida que aproxima-se o período eleitoral, os setores passaram a render, ao menos, para aqueles que intencionam manter-se no poder.

Sem alarde, está sendo feito uma espécie de rodízio de associados, frequentemente chamados para assistir, gratuitamente, com direito a diversas mordomias, aos jogos do Timão na Arena.

O grande organizador é especialista em trocar migalhas por votos, desde os tempos em que ocupava-se no Parque São Jorge como grande distribuidor de benesses, cargos e vagas no Conselho, na gestão Alberto Dualib.

Trata-se de Antonio Rachid, secretário do presidente Roberto Andrade, além de funcionário, na vida privada, da Kalunga, empresa sob domínio de Paulo Garcia, também “presidenciável”.

A manobra, que remete à utilização da máquina em favor de um grupo político (de situação), revela, com clareza, a proximidade entre os liderados por Andres Sanches (PT) – que manda no diretoria – dos que são beneficiários do dinheiro dos Garcias – aí, inclusos, também, os ligados a Fernando, irmão de Paulo, empresário de jogadores que domina boa parte dos jogadores nas categorias de base e também no futebol profissional do Corinthians.

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