Anúncios

Bancada palmeirense na Câmara quer dar nome de herói do Palmeiras a trecho de viaduto

Projeto de Lei nº 01-00366/2017, assinado pelos vereadores Soninha Francine (PPS), Antonio Donato (PT), Reis (PT), Senival Moura (PT), Ricardo Nunes (PMDB, Fabio Riva (PSDB), João Jorge (PSDB), Abou Anni (PV), Camilo Cristófaro (PSB) e Toninho Vespoli (PSOL), autodenominados como “bancada palmeirense”, quer dar nome a um trecho de viaduto, até então, inominado.

A obra, que passaria se denominar “Cap. Adalberto Mendes – Palmeiras – 1942”, situa-se na Avenida Doutor Arnaldo, sobre a Avenida Paulo I.

A decisão sobre a alteração será tomada em reunião posterior da Câmara de Vereadores.

Confira a íntegra da justificativa:

Trata a presente propositura de denominação de Viaduto até então inominado para constar o nome de “Capitão Adalberto Mendes – S.E. Palmeiras – 1942”.

Adalberto Mendes, nascido no dia 01 de agosto de 1901 na cidade de Aracaju/Sergipe, filho de José Mendes e Maria do Carmo Moreira Mendes. Faleceu em 07/10/1984.

Foi casado com a Sra. Maria das Dores Pereira da Silva e deixou os filhos Terezinha, Adalberto, Ancila, Ádila, Agda e Adaurene.

Em tenra idade, por razões familiares mudou-se para o Rio de Janeiro, onde permaneceu até a conclusão do curso primário.

Aos quinze anos voltou para Aracaju e lá encontrou em formação o 41° Batalhão de Caçadores, tendo sido esse o seu primeiro contato com o Exército, a sua grande paixão, antes do Palestra.

Assentou praça em 1º de janeiro de 1919 e, com 18 anos, voltou para o Rio de Janeiro.

No exército fez carreira: foi o 2º Sargento, concluiu o curso de aperfeiçoamento de Sargento de Infantaria, finalizou o curso de Intendência Militar, foi Aspirante a Oficial, Capitão, Coronel e finalmente, General de Divisão.

Mais tarde entrou para a reserva e cursou a faculdade de Medicina atuando profissionalmente como cancerologista no instituto Arnaldo Vieira de Carvalho e, posteriormente ingressou
na Divisão Administrativa do INPS, atuando como revisor de contas hospitalares.

Em 1942 vindo para São Paulo, encontrou, casualmente, um amigo do Rio de Janeiro, Ernandi Jota, que o apresentou ao Conselheiro do palestra, Sr. Armando Gargaglione, e por esse foi
convidado a visitar o parque Antarctica.

A forma gentil e hospitaleira com a qual foi recebido pelo Presidente Ítalo Adami e sua diretoria conquistaram para sempre seu coração.

Naquela ocasião, a Europa encontrava-se em uma guerra que transcendia suas fronteiras. Foi um conflito militar global envolvendo a maioria das nações do mundo – incluindo todas
as grandes potências – organizado em duas alianças militares opostas: os Aliados e o Eixo.

O Brasil fazia parte dos Aliados e a Itália do Eixo, consequentemente, ocorreu um aumento da xenofobia no Brasil, sendo que os imigrantes eram associados a seus países de origem (membros do Eixo), e mesmo que não possuíssem qualquer ligação com o nazismo e o fascismo, muitos acabaram sofrendo represálias, incluindo os clubes recreativos e associações.

Nesse contexto, a Sociedade Esportiva Palestra Itália sofria fortes pressões e, em 16 de abril de 1942, já havia mudado o seu nome para Sociedade Esportiva Palestra de São Paulo.

Além da mudança do nome, foi também imposta a supressão de uma das três cores de sua divisa (verde, branca e vermelha), tendo sido eliminada a última, porque lembrava a bandeira tricolor da península italiana.

Adalberto Mendes chegou ao Clube quando o nome já era Sociedade Esportiva Palestra de São Paulo e comoveu-se com a situação que se apresentava.

Foi convidado e aceitou integrar a Diretoria do Clube, um fato incomum por ser brasileiro nato e Capitão do Exército Brasileiro.

O então Presidente do Clube, sentindo que a situação tendia a complicar-se e que podia contar com o alto espírito humanitário de Adalberto Mendes, que naquela época era Capitão, o empossou Vice-Presidente da Diretoria, para qualquer eventualidade e, neste posto, defendeu o clube nas mais diversas ocasiões.

Posteriormente, com o intuito de evitar uma intervenção federal, os palestrinos decidiram por alterar novamente o nome do Clube. Foi, então, em 20 de setembro de 1942, com toda a Diretoria reunida, que chegou-se à conclusão de que as cores deveriam ser definitivamente branca e verde e o nome deveria ser “SOCIEDADE ESPORTIVA PALMEIRAS”.

Neste ínterim, o Palestra, grande esquadra, classificou-se para a finalíssima do Campeonato paulista e deveria disputar a partida final conta o São Paulo Futebol Clube. No dia da disputa, um domingo à tarde e o Pacaembu lotado, os atletas estavam nervosos, pois, com todas as mudanças, tinham receio de serem mal recebidos em campo.

Foi chamado o General que, sentindo o drama, propôs então aos atletas que entrassem em campo com ele à frente, com sua divisa de Capitão, carregando a Bandeira Brasileira. Esse gesto deu aos atletas a devida segurança e assim foi feito.

Um fotógrafo registrou o momento e mais tarde a foto deu origem ao famoso quadro “Arrancada Heroica”.

O Palmeiras venceu o jogo pelo placar de 3×1 e sagrou-se campeão, tendo ai se originado a frase histórica: morre invicto o Palestra e nasce campeão o Palmeiras!

Pela noite adentro a colônia conformada com a mudança do nome comemorava o título, mas ao General a ajuda ao Palestra custou caro. Foi transferido para o Rio de Janeiro e depois para Recife, tendo voltado à Pauliceia somente na década de 50.

Na Sociedade Esportiva Palmeiras ocupou vários cargos na Diretoria, inclusive Diretor do Departamento de Futebol.

Foi guindado à categoria do Sócio Benemérito e Conselheiro Vitalício do Clube.

A justa homenagem que ora se propõe vai ao encontro dos anseios das comunidades esportivas e dos imigrantes (principalmente a italiana). A recuperação dessa história propiciará a celebração dos personagens envolvidos e dos feitos relevantes daquela epopeia que está se tornando longínqua no tempo, possibilitando que as novas gerações tenham conhecimento de mais um evento marcante da história paulista.

Por todo o exposto, a Bancada de Vereadores Palmeirenses tem o orgulho de submeter este Projeto de Lei aos nobres pares, solicitando sua aprovação.”

Anúncios

8 Respostas to “Bancada palmeirense na Câmara quer dar nome de herói do Palmeiras a trecho de viaduto”

  1. Luiz Carlos Luchetta Says:

    Haja vitimismo, não à toa esses vereadores são todos de esquerda. Estão se fazendo de vítimas em uma situação que eles mesmos criaram.
    O ditador Getúlio Vargas (tão adorado por esses mesmos esquerdistas) ordenou que todas as agremiações de origem alemã, italiana e japonesa (países do eixo) e que tivessem os seus nomes ou dirigentes que remetesse às cores ou aos nomes desses países, fossem alterados. Foi para TODOS. O único que não cumpriu a determinação do ditador venerado pela esquerda foi o Palmeiras.

    ET1: o nome do ditador que obrigou a mudança não foi colocado no tal projeto. O povo é “xenófobo” e o ditador não tem nada com isso, segundo essa turminha.
    ET2.: ao menos desta vez deixaram o nome do São Paulo FC de fora dessa presepada.
    ET3.: o cara era capitão ou general?
    ET4.: não estou nem aí se vão dar o nome de um pedaço de viaduto para o cidadão.
    ET5.: o nome do Cruzeiro também era Palestra. Mudaram e não ficaram de mimimi.
    ET6.: falando em fascismo, Matarazzo era ou não fã do Dulce?

  2. marcospaulo2015 Says:

    Os seguidores do bolsotário fazem jus ao tamanho do intelecto. A única conversa que sabem grunhir:
    – comunstas
    – esquerdistas
    – seguidores de Getúlio Vargas

    A NASA deveria estudar esses espécimes. Estão em extinção.

  3. Luiz Carlos Luchetta Says:

    Lá vem o minino da CIA com seus fabulosos “argumentos”.
    Sei que conselho não se dá, mas porque você não abre um coletivo para defender o pré sal do Moro e da CIA? Vai ser mais produtivo do que ficar “argumentando” aqui. Já passa vergonha aqui, que tal passar vergonha em outro lugar?

  4. Luiz Carlos Luchetta Says:

    Ah, analfabeto, a NASA não estuda “espécimes em extinção”

  5. marcospaulo2015 Says:

    Quem passa vergonha aqui são vcs, defendendo o indefensável e com frases de efeito decoradas.

  6. marcospaulo2015 Says:

    “Eu não fico dando muita bola para o senhor Jair Bolsonaro, mas quando ele se mete a fazer todo mundo de burro, é obrigação mostrar isso”. Jornalista revela truque contábil do deputado conservador para sair da “lista da Friboi”

    http://www.pragmatismopolitico.com.br/2017/03/manobra-de-bolsonaro-para-sair-da-lista-da-friboi.html

  7. marcospaulo2015 Says:

    Os bolsoasnos são todos iguais.

  8. Luiz Carlos Luchetta Says:

    Falô, jeniu.

Deixe um comentário

Faça o login usando um destes métodos para comentar:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s


%d blogueiros gostam disto: