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Ex-Financeiro do Corinthians, Raul Corrêa defende Temer: “para o bem da nação, fez bem não renunciar”

Desde anteontem, a população está indignada (pelo menos a parte inflexível com a corrupção) com o teor criminoso da conversa entre o presidente do Brasil e o dono de uma empresa, a JBS, “fabricada” para dar lucro bilionário a seus proprietários para, em contrapartida, que estes facilitassem a vida de centenas de políticos brasileiros.

Na gravação, exposta em rede nacional, Michel Temer dá aparente aval aos pagamentos de propina a Eduardo Cunha, e prevarica, diversas vezes, escutando Joesley Batista falar sobre juizes e procuradores que mantém encabrestados à custa de mensalinhos.

Sem contar a antecipação ao empresário do aumento da taxa Selic, outro grave crime cometido contra os cofres da nação.

Nada disso, porém, escandalizou o ex-diretor de finanças do Corinthians, Raul Corrêa da Silva, dono da BDO/RCS, que, não por acaso, tem assinado as auditorias suspeitas de balanços da JBS.

Coorrêa, em rede social, defendeu o presidente:

“Acabo de ouvir a gravação. O Temer, pelo que ouvi, para o bem de nossa nação, fez muito bem em não renunciar.”

“Interromper um longo processo de recuperação de nossa nação por isto?”

Para Raul, de histórico “invertebrado” diante de semelhantes a Temer, o comportamento criminoso do Presidente seria apenas “isto”.

Nesse contexto de avaliação ética e moral sobre condutas que extrapolam o que a sociedade, em regra, estabelece como parâmetro para pessoas de bem, justificariam-se, em tese,  diversos episódios da vida do ex-dirigente do Corinthians, que sonha, um dia, tornar-se presidente alvinegro.

Raul Corrêa, que defendeu, diversas vezes, o acordo com a MSI, assinou todos os balanços do Timão na gestão Andres Sanches, também na de Mario Gobbi; foi o dirigente que mais rubricou os contratos com a Odebrecht, absolutamente lesivos ao Corinthians; foi indiciado, três vezes, por crimes fiscais enquanto dirigente de finanças no Parque São Jorge; assinou dois contratos (para sua BDO) com empresas ligadas à construtora do estádio de Itaquera (durante o período em que dava aval aos procedimentos), sem contar as aprovações às suspeitas contas da JBS.

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