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Os dias estão assim

Apesar da boa audiência da série “Os dias eram assim”, produzida pela Rede Globo, que conta um caso de amor no triste período da ditadura militar brasileira, a emissora surpreendeu-se com o resultado de uma pesquisa contratada para sentir a interação do público com a dramatização.

A maior parte dos telespectadores compreendia apenas o citado romance, mas desconhecia, quase que totalmente, as citações históricas e o contexto da época.

Por conta disso, a Globo terá que realizar modificações na trama, tornando-a mais didática, quase desenhando as razões que levaram o Brasil a ser dominado por aquele regime, as consequências e, depois, a libertação.

Diante deste contexto, fica bem claro que muita coisa demonstrada nas manifestações populares recentes, invocando o retorno da ditadura, se dá por absoluto desconhecimento da realidade, fruto de sistema educacional deficiente e de uma população que trata a história com desdém.

É neste sinuoso terreno de oportunidades que espertalhões como Jair Bolsonaro se criam, adaptando o discurso ao que desavisados estão ávidos a escutar, subvertendo a realidade das coisas, para depois, se tudo der certo, tratar de oprimir àqueles que, sem cultura relevante ou distorcido saber das coisas, tratarão de ajudá-lo “em defesa da pátria” cujas agruras desconhecem.

Os dias estão assim no Brasil.

Por sorte, Bolsonaro não possui o dinheiro, nem o apoio ou a esperteza política de Trump, apesar de, ainda assim, pelo menos nas pesquisas reveladas, esteja com intenção de votos indicadora da indigência intelectual do povo brasileiro.

Mas o perigo ainda ronda o Brasil, diante de um eleitorado despreparado, despolitizado, que quando não insiste em votar em corruptos notórios, como Lula, procurará em discursos populistas e de pouca profundidade (alguns até no Caldeirão do Huck) o salvador da nação.

Educação, cultura e bom senso são realidades distantes, mas absolutamente necessárias para que o Brasil deixe a pré-história intelectual e avance para mudanças verdadeiras, de sistema, comportamento e politização.

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11 Respostas to “Os dias estão assim”

  1. sandroso2015 Says:

    Vivi boa parte da Ditadura e acredito que você não tenho vivido por falar essas coisas. Eu nunca passei por problemas e ninguém de minha família ou conhecidos também. Nasci e fui criado em SP e somente quem era contra o regime passou por problemas sérios, o grande massa da população nunca reclamou, jornalistas sim, os grandes mártires desse movimento para poderem ser livres e falarem o que quiserem. Não tínhamos roubos ou assaltos dentro de nossas casas, inclusive nós e vizinhos após chegarmos dos nosso trabalhos sentávamos em nossas calçadas pra conversar e vermos as crianças jogarem bola na rua, ninguém passava fome ou grandes necessidades. Essa “democracia brasileira” é uma porcaria e alguém tem que colocar ordem na casa, haviam princípios e hoje badernas onde até “nosso” STF é comprado por quem os colocou lá. O povo não é de todo BOBO não.

  2. Luiz Carlos Luchetta Says:

    A globo está mudando a trama porque a audiência está em baixa.
    Continuam tentando enganar as pessoas, mas está cada vez mais difícil.

    O regime militar foi uma resposta de toda a sociedade contra a implantação do comunismo no Brasil. Toda a população foi favorável. Só os Brizolas e Prestes da vida eram contra a derrubada do comunista Jango.

    Estavam marcadas eleições para 1965, e, aí sim, os militares deram um golpe.

    Havia total liberdade da população e de manifestação (passeata dos 100mil, por exemplo).

    Depois de várias mortes causadas pelos terroristas de extrema esquerda, veio o AI5, sendo o atentado no aeroporto Guararapes contra o Costa Silva – que matou vários civis inocentes – a gota d’água.

    Tinha eleições, que não eram manipuladas como as de hoje.

    A esquerda computa cerca de 300 mortes em 30 anos (sequestradores, terroristas e assassinos de inocentes). Na democracia petistas morrem em apenas dois dias 330 brasileiros.

    Outra mentira é a tal de democracia corintiana. Em 1982 teve eleições, menos para prefeito das capitais e presidente. Os militares não estavam nem aí para o que acontecia dentro de um clube de futebol. Aquele troço foi pretexto para Sócrates e companhia fazerem o que bem queriam, como tomar cerveja no intervalo do jogo.

  3. Felipe B (@felipebelford) Says:

    Ótimo comentário, parabéns!

  4. curtorzabal Says:

    SANDROSO2015, Obrigado, tirou as palavras de minha boca, eu nao poderia escrever melhor.
    Hoje se sai de casa e nao se sabe se volta.

  5. Osvaldo (@OsvaldoGru) Says:

    Muito bom Paulinho. Parabéns!

  6. Sandra Queiroz Says:

    concordo com o Sandro e o Luiz Carlos.
    Na época da ditadura os professores reclamavam de ter um PM na sala de aula. Pergunte a um professo nos dias de hoje se ele NÃO GOSTARIA DE TER UM PM ENQUANTO DÁ AULA…

  7. marcospaulo2015 Says:

    Estou pasmo ao ler certos comentários por aqui. Gente que passou longe de uma sala de aula. Comentam um assunto usando as viceras no lugar do cérebro. Muitos sabem do que realmente viveram nos anos da ditadura. Os militares sob um argumento pérfido, de que iriam devolver o poder ao povo, mostraram ao que vieram. Vivemos a mais ordinária e revoltante época no Brasil. Apenas idiotas pensam que na ditadura não haviam bandidos. Claro que eram em menor número e viviam com medo de sumirem nos inúmeros cemitérios clandestinos. Agora, quem diz que era feliz nesta epoca foi pq não perdeu um ente querido. Milhares de mães que perderam seus filhos, sendo que muitos sequer eram ligados a grupos políticos de esquerda. Aliás, o que esses boçais mais falam é sobre o comunismo. Chegam ao cúmulo ao dizer que o pt é comunista (risos). Mas eu não me assusto pq são os mesmos que deliram ao ponto de acreditar que bolsotario será presidente. Tenho pena dos professores de história contemporânea. Alguns de seus alunos esqueciam o cérebro em casa.

  8. Luiz Carlos Luchetta Says:

    Milhares onde? A própria extrema esquerda fala que seus “anjinhos” mortos pela ditadura é um pouco mais de 300. Não vou pesquisar o número correto. E mais, os anjinhos justiçavam quem eles achassem que era delator. Era tiro na nuca
    Sou contra a pena de morte, ainda mais de maneira sumária, só digo que os que morreram eram terroristas.
    Me formei no 2ª grau em 1979. Já naquele tempo os professores eram doutrinadores e nunca teve policial militar na porta da sala (essa invenção é nova para mim).
    Os anos 60 foram os anos mais ricos culturalmente no Brasil

    Marcospaulo, menino da CIA, você não tem a menor idéia do que está falando.

  9. Olavo Pereira Says:

    VOLTA GOLBERY, PARA O BRASILEIRO VOLTAR A SORRIR.

    BOLSONARO VEM AI!

  10. Sandra Queiroz Says:

    Sr Luiz Carlos, segundo alguns professores que tive na universidade, a vigilancia nas escolas era comum. Hoje não existe vigilancia nas escolas nem nem censurando, nem garantindo segurança. Não sou a favor de nenhuma ditadura. A pior democracia é melhor que qqer ditadura. O que não significa que a anarquia possa prevalecer. Nesse aspecto, os tempos de ditadura militar se mostraram melhores que os atuais.

  11. Luiz Carlos Luchetta Says:

    Sandra, acho, só acho, que seus professores… deixa pra lá…
    Bom, na escola que estudei da 5ª série até o 3º colegial ( 1973 a 1979) tinha pelo menos 14 salas de aula no período da manhã (tinha mais). Só aí precisaria de 14 policiais. Agora, coloca mais umas 3 escolas na cidade mais os períodos da tarde e de noite. Onde iam arrumar tantos policias?
    A cidade tinha e ainda tem uns 25mil habitantes. Acho que na época nem tinha 10 PM lotados no município. Hoje tem muito mais e sem metade da tranquilidade.
    Talvez houvesse PM na USP, naquela coisa chamada fefelech. Onde havia focos de “células”, lugares mais visados, aí sim, poderia ter PM. Mas acho pouco provável que ficassem na porta da sala, até porque os PM’s não eram e ainda não são, preparados para esse tipo de serviço.

    Sobre democracias e ditaduras: não estou defendendo aquele período, estou defendendo a verdade. Mas hoje também não existe uma democracia plena. Os “democratas” de hoje só aceitam opiniões se foram iguais às deles.Do contrário, eles assassinam a reputação do discordante. Esses democratas de hoje, que naquele tempo eram terroristas, já patrulhavam quem discordasse desde aquela época. Tem um filme sobre o Wilson Simonal na internet. Os artistas boicotavam programas se o Simonal fosse chamado. Isso acontecia até nos programas da poderosa Globo. Simonal morreu na depressão e no alcoolismo. Acabaram com a vida e a carreira de um dos mais talentosos cantores brasileiros. Assista o filme, ele era um verdadeiro showman.

    Saudações,

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