Cuca acerta com o Palmeiras, mas condições de trabalho são suspeitas

Previsto desde a queda de Eduardo Baptista, o retorno de Cuca ao Palmeiras consumou-se, ontem, em acerto de salário significativo: R$ 650 mil mensais, 60% destes bancados pela Crefisa.
Há porém, a ampliação de suspeitas sobre a conduta independente do treinador, antes questionada, apenas (?), pela parceria com o agente de jogadores Eduardo Uram, que tem diversos de seus clientes jogando no Verdão.
Cuca também é agenciado de Uran.
Não bastasse isso, se antes ter parte dos salários bancados pelo patrocinador poderia ser tratado como normal (embora não exista contrato que obrigue a Crefisa a fazê-lo), agora, com o fato da madame Leila Pereira, presidente da empresa, ocupar também cadeira no Conselho Deliberativo, e, concomitantemente, pagar outros vencimentos de jogadores submissos à escolha do treinador, a situação aproxima-se da imoralidade.
No passado, apesar de levantado por alguns poucos, o assunto parceria com empresário ligado ao clube foi engolido pelas conquistas, que, em regra, tem o poder de ocultar, por determinado tempo, desvios de conduta.
Se Cuca seria capaz de praticá-los ?
O tempo dirá.
Por vezes, aceitar pressões, mesmo que, por ventura, não necessariamente acompanhadas de vantagens financeiras, mas em troca de “tranquilidade”no emprego, seria, ainda assim, procedimento nocivo ao Palmeiras e a quem mais for atingido por escolhas não condizentes com preceitos de igualdade.
Correrá também o risco, Cuca, mesmo em caso de comportamento correto, de, em momento de instabilidade da equipe, se ver questionado pela referida proximidade inadequada.
