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Ex-vice-presidente rompe com Andres Sanches e detona diretoria do Corinthians

“(…) não acredito que o atual corpo diretivo do clube tenha condições de fazer isso agora, fragilizados que estão depois de tanta confusão política e situações inexplicáveis como as trocas constantes de diretores da base, a total falta de transparência, a péssima gestão do estádio, as contratações pitorescas de jogadores sem condições técnicas, os negócios mal explicados e justificados nas áreas de marketing, futebol, comissionamento, etc.”


Líder de uma ala do grupo “Corinthianos Obsessivos” que decidiu romper com o deputado federal Andres Sanches, o advogado Felipe Ezabella, que foi vice-presidente de Esportes Terrestres na gestão do agora parlamentar, criticou duramente, em rede social, a atual gestão alvinegra, a quem apoiou na últimas eleições.

Outro desdobramento dos “Obsessivos”, liderados pelo desfrutável Dr. Sergio Alvarenga, permanece fiel ao “dono do clube”.

Confira abaixo a íntegra do desabafo de Ezabella, que inicia falando sobre a venda de CIDs (noticiada esta semana), mas termina noutros assuntos, como farra da base, negócios estranhos, etc:

Essa matéria sobre a venda de CID’s e a outra de hoje de que o clube pretende negociar os títulos no “varejo”, vendendo para que corinthianos ajudem a pagar “a casa própria” passa uma falsa impressão de que as coisas vão bem.

Mas, na realidade, mostra o total desgoverno e a falta de gestão do clube por parte de sua diretoria, que parece muito mais preocupada em acabar logo o ano do que encaminhar a solução de nossos problemas.

É lógico que a venda dos títulos é necessária para o pagamento do financiamento do estádio e a boa iniciativa de apaixonados querendo ajudar o clube é ótima, saudável e ajuda a divulgar não só o título como a sua viabilidade, antes tão questionada. Mas é preciso um pouco de estratégia e conhecimento para entender que a simples venda “picada” não nos ajuda.

Vejam, como diz a matéria, o financiamento é composto por dívidas bancárias e dívidas com a própria construtora, ambas com a incidência de juros. Por contrato, o valor da venda desses títulos não serve para quitar nossa dívida bancária, mas sim a dívida que supostamente temos com a construtora, essa mesma que não terminou a obra e tem mais de 70 executivos réus confessos no, até agora, maior escândalo de corrupção do país.

Ainda, ao vender esses títulos para interessados, obrigatoriamente, tem-se que ajustar um deságio, de forma que o comprador pague por eles um pouco menos do que valem de fato. Já quando a construtora os utiliza em obras próprias, os mesmo são abatidos pelo seu valor real, sem desconto. Ou seja e em resumo, a cada operação com terceiros perdemos 10% do valor do título e o dinheiro arrecadado serve para pagar diretamente a construtora que não terminou nossa obra, e não a dívida bancária!

Pior, estamos pagando dívida sobre dinheiro tomado para construções não realizadas/finalizadas!

Ora, qualquer acordo que o clube possa imaginar em realizar com a construtora inidônea para, rapidamente, livrar-se dela, já que a tal affectio societatis não mais existe (na verdade não deveria existir!), passa, obrigatoriamente, pela utilização dos CID’s como forma de pagamento. Quando a hora desse acordo ou processo chegar, se não houver mais CID”s a serem comercializadas, a construtora, quase insolvente, já vai ter se reembolsado de tudo e sobrará para o clube “apenas” a dívida bancária?

Não tenho dúvida que a melhor saída pro clube é iniciar, o quanto antes, essa discussão no fôro apropriado, antes que seja tarde demais, antes que a construtora transforme os créditos líquidos e bons que possuímos em caixa pra ela, resolvendo o problema de liquidez e até de quase de insolvência que a persegue.

Mas não acredito que o atual corpo diretivo do clube tenha condições de fazer isso agora, fragilizados que estão depois de tanta confusão política e situações inexplicáveis como as trocas constantes de diretores da base, a total falta de transparência, a péssima gestão do estádio, as contratações pitorescas de jogadores sem condições técnicas, os negócios mal explicados e justificados nas áreas de marketing, futebol, comissionamento, etc.

Passada a última grande discussão política, que foi o término do tal do chapão, está mais do que na hora de discutirmos uma mudança total na forma de administração do clube, quebrando por completo os paradigmas que nortearam a administração nos últimos anos, implantando rapidamente uma gestão eficiente, transparente, moderna, que siga os parâmetros mínimos de governança e compliance, com gente nova, corajosa e disposta, que pense e administre o clube como ele deve ser, um Corinthians Grande

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