Palmeiras emporcalha sua história ao humilhar-se diante do dinheiro da Crefisa

Em reunião do Conselho Deliberativo que ratificou a eleição da Leila Pereira, esposa do proprietário da CREFISA, como conselheira, mesmo em clara afronta ao Estatuto (a ‘empresária” não possuía tempo necessário de associada para concorrer), o Palmeiras jogou na lama mais de 100 anos de história.
Humilhou-se ao submeter-se, publicamente, ao dinheiro da patrocinadora, que, apoiada pelo “capo” Mustafá Contursi, comprou a alma e a decência de seus apoiadores.
Dos 228 conselheiros presentes, somente 45 defenderam o clube, apesar de que apenas 30 destes tiveram a coragem de assinar a ata com o registro público de seus votos.
Duas decepções: Paulo Nobre, que em conveniente licença não compareceu para votar, e Seraphim Del Grande, eleito presidente do Conselho sob as asas de Contursi, a quem combatia no passado.
Quanto será que valeu o show ?
Espera-se agora por duas situações:
- a primeira, em benefício da história palestrina, a entrada na Justiça dos poucos que honraram seus nomes e cargos, no intuíto de cassar o mandato de Leila Pereira;
- a segunda: as óbvias manobras da Crefisa para cooptar, seja lá a que custo, a “opinião” do que se mostraram contrários a seus desejos.
Que este conselheiros mantenham-se firmes, diferentemente doutros (alguns) que comportaram-se como “damas da noite” que na menor oportunidade de fisgar um empresário endinheirado, submetem-se, sem pudor, às mais inqualificáveis situações.
