O dono do avião e a Serra Pelada

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A queda do avião, que vitimou o Ministro do STF Teori Zavascki, além do empresário Carlos Alberto Ferreira Filgueiras, o piloto e duas moças, uma delas, após horas de deliberações, apresentada como massoterapeuta, tem revelado procedimentos e histórias que ficariam à margem do conhecimento público se o final de semana não tivesse sido bruscamente interrompido.

Explicar como “amizade”, pura e simplesmente, o fato de um Ministro do órgão máximo da magistratura brasileira ter aceitado viajar, gratuitamente (com direito a estádia), com alguém que possui três ações tramitando no STF, é desviar o foco para a gravidade do procedimento.

Sem contar, como revelado pelo “O Globo” de ontem, do empresário ser sócio de Andre Esteves, enrolado até a medula em desvios de conduta apontados pela “lava-Jato”, que, não por caso, teve alvará de soltura aprovado por Teori.

Porém, mais nebuloso do que tudo isso, e que, em sendo “amigo”, dificilmente fugiria ao conhecimento do Ministro, é a impossibilidade de comprovar a origem da fortuna de Carlos Alberto Ferreira Filgueiras.

A versão oficial da conta de que se tratava de um “investidor” da famosa “Serra Pelada”, local conhecido por ser “oásis” de lavagem de dinheiro, sonegação de impostos, roubos, assassinatos e doutros crimes correlatos.

Se existem dúvidas sobre os fatores que cercaram a morte de Teori (acidente, assassinato ?), sua vida, após a tragédia, parece estar sendo clareada, e é bem diferente dos editoriais canonizadores divulgados por boa parte da mídia, nos últimos dias.

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