Flamengo e Botafogo erram ao retirar cadeiras dos estádios

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Na contramão dos novos tempos, em que o consumidor do esporte passou a ser tratado com mais respeito, conforto e facilidades nos estádios, Flamengo e Botafogo decidiram resgatar um passado de sofrimento a seus admiradores.

Ambas as equipes retirarão as cadeiras dos setores que ficam atrás das metas nos locais em que forem mandantes de jogos em 2017.

O argumento é trazer de volta os “geraldinos”, imortalizados no velho Maracanã.

Porém, faltou a percepção de que o afastamento do torcedor mais pobre se dá não pelo fato das arenas possuírem cadeiras, mas pelo valor, caríssimo, cobrado nos ingressos.

Não seria melhor manter um padrão mínimo de conforto aos que possuem menos dinheiro, garantindo-lhes entrada subsidiada pelos que ganham mais, elevando para estes o preço do ticket ?

Os dirigentes demonstram pensar diferente.

Retira-se as cadeiras, joga-se o pobre coitado atrás dos gols (sempre com visão ruim), cobra-se ingresso que o sujeito terá dificuldades de pagar e, romanticamente, apelida-se o torcedor mal-tratado de “geraldino”, com apoio daqueles que frequentam os espaços em áreas confortáveis dos estádios.

Vale lembrar que a crítica, apesar de agora ser direcionada às atitudes de Flamengo e Botafogo, servem para outros exemplos semelhantes que ocorrem no Brasil, caso do Corinthians, que mutilou parte de sua Arena para alocar os bandidos dos Gaviões da Fiel.

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