Silvio Santos, Lei Rouanet e o Panamericano

silvio e macedo

A imprensa noticiou, com a bajulação habitual, a exigência, supostamente creditada ao apresentador Silvio Santos, para que que a exposição a ser realizada no MIS, que o homenageia, abrisse mão de receber R$ 3 milhões da Lei Rouanet.

Ficou a impressão de altruísmo, de alguém que seria incapaz de utilizar-se de dinheiro público para favorecimento próprio.

Há de se dissociar o “mito” do artista, de fato, insuperável, do empresário, reconhecidamente “esperto”.

Se o público, por vezes, não se recorda, é função jornalística não deixar cair no esquecimento que o Governo do PT, reconhecidamente corrupto, salvou o banco Panamericano, de Silvio Santos, numa ação até os dias atuais inexplicável, com grande dispêndio de dinheiro a fundo reconhecidamente perdido.

À época, Senor Abravanel não só aceitou o montante como esteve em Brasília, pessoalmente, para solicitá-lo, em audiência fechada com o então presidente Lula, que, desde este período, nunca mais foi retratado jornalisticamente no SBT.

Os que tentaram falar mal do PT na emissora (Danilo Gentili, Rachel Sheherazade, etc) foram, publicamente, chamados à atenção pelo dono da emissora.

Sem contar a deplorável e recente ajuda à imagem de Edir Macedo, da IURD, a quem Silvio tratou com as maiores reverências, emprestando ainda a própria imagem (que não é barata) para promovê-lo (dizem, a troco de promessa de compra de parte do SBT, no futuro).

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