Corinthians precisa explicar novo “Caso Jô”

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Em 2008, no auge da gestão Andres Sanches, que, ainda pobre, negociava jogadores com a voracidade de um feirante do Ceasa (no período chegou a ser apelidado “Taxinha”, pelo hábito de cobrar “sua parte” nas tratativas), o Corinthians vendeu os 10% que possuía do atacante Jô, então no CSKA da Rússia, por R$ 2 milhões, para o iraniano Kia Joorabchian, através de seu preposto, Giuliano Bertolucci.

Um mês depois, esses R$ 2 milhões transformaram-se em R$ 5,7 milhões, com lucro para os agentes e demais partilhados de R$ 3,7 milhões.

Não há outro investimento no mundo, lícito, que garanta tamanho retorno em apenas 30 dias.

O clube foi claramente enganado.

É evidente que o negócio já estava fechado quando os cofres do Corinthians, aparentemente abastecidos, em verdade estavam sendo lesados.

Eis que, oito anos depois, um Jô desempregado, acaba de acertar seu retorno ao Corinthians, em meio a nova polêmica.

O clube decidiu, sabe-se lá por quais motivações, pagar ao empresário Giuliano Bertolucci (parceiro de Kia, que é ligado a Andres) R$ 1,7 milhão de comissionamento.

Jô receberá, ainda, algo em torno de R$ 450 mil mensais em salários.

É realmente para se pensar.

O jogador tem absoluto trânsito no Parque São Jorge, quase implorou para voltar ao Corinthians, não houve necessidade de acordo com outra equipe, e, ainda assim, esses estranhos e desnecessários valores foram pagos pelo caixa alvinegro para as mesmas pessoas envolvidas no suposto golpe de oito anos atrás.

Do presidente Roberto Andrade, e seus semelhantes, espera-se de tudo, mas, à época oposicionista (e não se tem notícia de que tenha perdido a memória), o atual diretor de finanças do clube, Emerson Piovesan, repudiou publicamente o negócio, com os mais desairosos comentários e insinuações, porém, agora, assinou o cheque sem, tudo indica, maiores questionamentos.

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