Coluna do Fiori

fiori - dicunto

FUTEBOL: POLÍTICA, ARBITRAGEM E VERDADE

Fiori é ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol, investigador de Polícia e autor do Livro “A República do Apito” onde relata a verdade sobre os bastidores do futebol paulista e nacional.

http://www.navegareditora.com.brEmail:caminhodasideias@superig.com.br

apito limpo

“Não conheço nenhuma fórmula infalível para obter o sucesso, mas conheço uma forma infalível de fracassar: tentar agradar a todos”

John Fitzgerald Kennedy – foi um político estadunidense que serviu como 35° presidente dos Estados Unidos

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Acréscimo de problemas no Brasileirão

Não avisto melhorias técnico/disciplinar em relação ao desempenho dos árbitros desde o inicio das diversas Séries do Brasileirão 2016, vez que, as péssimas atuações continuam atrapalhando, como exemplo: somando com as duas avaliadas logo abaixo, 60% por cento das partidas da 32ª Rodada da Série A, apresentaram problemas; dentre estas, ressalto o péssimo trabalho do assoprador de apito Francisco Carlos do Nascimento (MAST/AL), na contenda Grêmio 0 x 0 Internacional, sobretudo, após o gremista Edilson ter dado soco na cara do oponente Rodrigo Dourado, vez que, quando, tremeu e fez média, expulsando os dois do picadeiro

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ANAF – Associação Nacional dos Árbitros de Futebol

1

Representação

Conforme publicado no site da entidade, através do setor jurídico, a diretoria protocolou representação junto no STJD, contra alguns dirigentes dos clubes, por entender que tiveram conduta censurável

Motivo                                                             

Creio que esta representação pode estar relacionada com o possível e acertado afastamento dos dirigentes da ANAF, escalados continuamente para exercerem atividade administrativa remunerada nas contendas do Brasileirão, até o término da gestão Sérgio Correia da Silva na presidência da CA-CBF

Ai Tem

Não nos esqueçamos de que no ano passado ou anterior, através de manifestações pelo site da entidade, como também, nos órgãos de comunicação, estes dirigentes, ameaçaram  declarar a greve da categoria

Café

Ao serem avocados para tomar café, bateram papo, na cara dura, ficaram quietinhos, posteriormente, muitos deles, não saíram das escalas nos campos de futebol dos diversos estados desde Brasil, brasileiro

Lava Jato

Por estes e outros motivos continuarei batendo na tecla implorando que seja implantada alguma operação de moralidade promovida por parte decente dos integrantes das varias esferas da Magistratura, do MP, como também, dos componentes das Policia Federal e Policia Civil estaduais

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32ª Rodada de Serie A do Brasileirão – 2016

Domingo23/10

Flamengo 2 x 2 Corinthians

Árbitro: Anderson Daronco (FIFA-RS)

Árbitro Assistente 01: Rafael da Silva Alves (ASP-FIFA-RS)

Árbitro Assistente 02: Elio Nepomuceno de Andrade Junior (CBF-1-RS)

Item Técnico

Cincas

Rafael da Silva Alves, assistente 01, cometeu dois ou três erros, dentre estes, o principal: não ter levantado o braço e agitar a bandeirinha para indicar ao árbitro sobre a posição de impedimento do atacante flamenguista Guerreiro no momento que pegou a redonda para marcar gol primeiro gol de sua equipe

Rejeitável

Ao mesmo tempo, por estar próximo, de frente pro lance, com visão total sobre o posicionamento irregular do atacante; Anderson Daronco poderia e deveria ter cumprido sua função, abraçando a decisão

Item Disciplinar

Entendo que tremeu por não ter expulsado ou, no mínimo, ter advertido o flamenguista William Arão, por ter lhe encarado com uma peitada

Palmeiras 2 x 1 Sport

Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro (FIFA-MG)

Árbitro Assistente 01: Nadine Schramm Camara Bastos (FIFA-SC)

Árbitro Assistente 02: Pablo Almeida da Costa (ASP-FIFA-MG)

Item Técnico

Estava bem posicionado e, junto com o assistente 02, que não levantou a bandeirinha, prejudicou a equipe do Sport por não ter sinalizado a claríssima penalidade máxima cometida por Mina, defensor Palmeirense, no momento que, estando com o braço esquerdo levantado, intencionalmente, desviou a trajetória da redonda

Item Disciplinar

Covardíssimo

Concluindo

Ricardo Marques Ribeiro, agiu dentro do insuportável politicamente correto e prejudicou a equipe visitante, sequencialmente, como sempre, quis ser a vedete do espetáculo, para tanto faltou pendurar melancia no pescoço

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Politica

As tramas do discurso, do ‘juizeco’ ao senadúnculo

2

‘Bate-boca não é o canal adequado para discutir o acerto ou desacerto de um magistrado’

Quando alguém fala em “discurso”, normalmente quer se referir a uma peça de oratória. O discurso é aquilo que alguém falou, de preferência de improviso, em cima de um palanque, de uma tribuna ou de uma mesa de bar. “O Fulano subiu lá e fez um discurso”, como se costuma dizer.

Sem prejuízo desse sentido, a palavra ganhou outro alcance no final do século 20. Mais ou menos a partir dos anos 60, estudiosos da linguagem e da psicanálise começaram a desconfiar que o discurso, mais que um amontoado de frases mais ou menos alinhavadas, constitui uma estrutura prévia que gera, produz as palavras que só depois o cidadão vai falar. O discurso pode estar numa matriz religiosa, por exemplo. Aí, quando o pregador sobe ao púlpito e começa a deitar falação, vocaliza o discurso que o contém e o determina. Aquelas palavras que ele diz não são palavras dele – ele é que pertence àquelas palavras. Isso é discurso.

Mas, e daí? A esta altura, o improvável leitor que conseguiu ultrapassar os dois parágrafos acima há de estar intrigado: “Ora, por favor, mas que importância que isso tem?”.

Com efeito, não tem lá grande importância mesmo, não quer dizer, não tem importância, a não ser por um detalhe: vivemos dias particularmente propícios em matéria de verificar, in loco, a olhos e ouvidos nus, os discursos a que pertence cada um dos gladiadores teatrais que aí estão a disputar a atenção exaurida dos brasileiros, já cansados de guerras verbais. A que discurso presta serviços Sergio Moro? A que discurso se filia Renan Calheiros? E qual o discurso de Cármen Lúcia? Para quem, como eu, quer escutar, naquilo que o sujeito diz, aquilo que diz o sujeito, essas perguntas desanuviam um pouco o peso sorumbático das semanas plúmbeas que nos oprimem.

Começo com uma reminiscência amarga, ainda que irônica. Em 2009, quando se viu encantoado pelo “discurso” das manchetes de jornal que apontavam desvios constrangedores nos “atos secretos” do Senado, José Sarney, que presidia a Casa, saiu-se com uma pérola incendiária: “A mídia passou a ser uma inimiga do Congresso, uma inimiga das instituições representativas”. Era incrível como o patriarca de uma família de proprietários de meios de comunicação maranhenses pudesse assumir um discurso tão virulento contra os meios de comunicação. Com seu enunciado, Sarney dava as mãos (e os braços) aos mais empedernidos bolivarianistas e se lançava em ataque frontal à imprensa. O discurso pode ser esquizofrênico.

Agora, nesta semana, ao protestar contra a ação da Polícia Federal que prendeu policiais legislativos (do Senado) na sexta-feira passada, Renan Calheiros, abraçou (ou deixou-se abraçar por) um discurso similar: “Tenho ódio e nojo a métodos fascistas. Como presidente do Senado, cabe a mim repeli-los. Um juizeco de primeira instância não pode, a qualquer momento, atentar contra qualquer Poder”. Chamando de “fascista” a Justiça Federal, o inflamado senador deu as mãos (e os braços) ao discurso dos que rechaçam in totum qualquer movimento da Operação Lava Jato, por verem nela uma conspiração fraudulenta contra os “heróis do povo brasileiro”. Para esses aí, a Lava Jato é fascismo, apenas fascismo, nada mais que fascismo. E ponto.

(Em tempo: o qualificativo “juizeco de primeira instância”, que Renan Calheiros cunhou, não se refere a Sergio Moro, mas a Vallisney de Souza Oliveira, da 10.ª Vara Federal do DF.)

Não que a Lava Jato não incorra em autoritarismos. A condução coercitiva de Lula a prestar depoimento no Aeroporto de Congonhas, tempos atrás, ou a determinação do juiz Sergio Moro para que fossem divulgadas as gravações de conversas entre Lula e a então presidente da República, Dilma Rousseff, numa decisão que seria questionada pelo ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), são passagens indiscutivelmente arbitrárias. O mesmo Sergio Moro há poucos dias escreveu uma carta ao jornal Folha de S.Paulo em que se manifestam os mesmos traços. A pretexto de reclamar de um artigo que não se referia a ele de modo elogioso, o juiz resolveu aconselhar – ou enquadrar – a imprensa: “Embora críticas a qualquer autoridade pública sejam bem-vindas e ainda que seja importante manter um ambiente pluralista, a publicação de opiniões panfletárias-partidárias e que veiculam somente preconceito e rancor, sem qualquer base factual, deveriam ser evitadas” (FSP, 12/10, página A3).

O que ele quis dizer com “deveriam ser evitadas”? Terá querido convidar os editores de jornal a adotarem o prestimoso instituto da autocensura? Ou será que quis encorajar os jornalistas a fazerem críticas, sim, mas, para usar aqui o discurso em voga na boca das autoridades dos tempos da ditadura militar, apenas “críticas construtivas”? Talvez sem se dar conta, Moro esqueceu-se de que, numa democracia, a autoridade deve abster-se de fazer recomendações em público sobre o ofício dos que apuram, editam e publicam notícias e opiniões livres. É assim que a autoridade respeita a liberdade de imprensa. Mas Moro, com sua carta, deu a ver o discurso autoritário que lhe moveu a pena.

Para não dizer que tudo é treva, registre-se que, no meio do alarido, falou melhor a ministra Cármen Lúcia, presidente do STF. Rebatendo com elegância e sem nominações o discurso de Renan Calheiros, demarcou: “Onde um juiz for destratado, eu também sou”. No mais, pediu respeito, e com razão. Há canais adequados para discutir o acerto ou o desacerto do magistrado que autorizou a ação da Polícia Federal no Senado – e esses canais não são o bate-boca, quer dizer, os discursos violentos (e oportunistas).

Cármen Lúcia disse o necessário. O discurso que a determina ainda é aquele que a gente reconhece como democrático e tempos rude, evanesce na fogueira dos extremos.

Publicado no Estadão do dia 27/10/16 – Autor: Eugênio Bucci-Jornalista e professor da ECA-USP

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Finalizando

“A tua única obrigação durante toda a tua existência é seres verdadeiro para contigo próprio”

Richard Bach – é um escritor estadunidense

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Chega de Corruptos e Corruptores

Se liga São Paulo

Acorda Brasil

SP – 29/10/2016

*A coluna é também publicada na pagina Facebook:  “No intervalo do Esporte”

*Não serão liberados comentários na Coluna do Fiori devido a ataques gratuitos e pessoais de gente que se sente incomodada com as verdades colocadas pelo colunista, e sequer possuem coragem de se identificar, embora saibamos bem a quais grupos representam.

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