Flamengo não pode se dar ao luxo de jogar o futebol nas mãos de investigado pela “Lava-Jato”

Ontem, o diretor de futebol do Flamengo, Flávio Godinho, foi levado, coercitivamente, para depor no âmbito da Operação “Lava-Jato”, da Polícia Federal.
Godinho foi braço direito de Eike Batista em diversas de suas empresas “X”.
Difícil acreditar que, diante das flagrantes irregularidades e possíveis crimes cometidos entre as referidas empresas e representantes do Governo, alguém com o poder que possuía o atual dirigente rubro-negro nada soubesse, seja por ação ou omissão.
A PF acredita, por exemplo, que Godinho era o negociador de propinas que atendia o já preso por corrupção, Fernando Baiano.
Não é adequado para o Flamengo ter um sujeito desse cuidando de seu departamento mais valioso, o de futebol, que, em regra, tramita em submundos repletos de tentações.
É compreensível até que os adversários passem a desconfiar de procedimentos extra-campo do dirigente.
