“Oposicionista” José Carlos Peres, que aceitou cargo remunerado em gestão de Modesto Roma, é detonado por eleitores

judas

Nas últimas eleições do Santos, o então oposicionista, José Carlos Peres, ficou na segunda colocação, com expressivos 1.139 votos, contra 1.321 do vencedor Modesto Roma Junior, homem do verdadeiro ‘dono” do clube, o empresário Marcelo Teixeira.

Quase todos conquistados e trabalhados pela ONG “Santos Vivo”, que, aparentemente, tratou de trair.

Peres, em desconformidade com o Estatuto alvinegro, que impede conselheiros de receberem dinheiro do clube, aceitou cargo remunerado para “auxiliar” a atual gestão (a quem tratava com os piores adjetivos), utilizando-se ainda da estrutura do G4 (do qual é presidente), que deveria, por razões óbvias, não se envolver nesse tipo de atuação.

Internamente, fala-se, inclusive entre seus correligionários, que o “oposicionista”, além de aceitar as referidas benesses, acertou-se com Teixeira para composição nas próximas eleições, traição que membros da “Santos Vivo” prometem combater.

Em mensagem de whatsapp, Clovis Cimino, que trabalhou por Peres nas eleições do Peixe, desabafou:

“Neste momento onde a oposição consolidava uma voz enaltecida por todos, você meu amigo Peres em maneira absolutamente individual e sem medir as consequências politicas por tal atitude, aceita uma colaboração sem nenhuma transparência, deixando perplexos as pessoas que confiam em você e alegrando aqueles que sempre o criticaram ao longo de tua colaboração ao nosso Santos FC.

Confesso meu querido Peres; estou profundamente decepcionado com tua decisão. Você deixa órfãos os conselheiros que te apoiaram e repudiam qualquer tipo de aliança com Modesto Roma e Cia. Todos aqui temos arquivados em nossa memoria, palavras duras da tua parte em relação ao atual presidente do Santos FC. Isso abala nossa credibilidade como grupo, pessoa, santista. Estamos sendo golpeados de todas as partes porque sabem que nutrimos respeito e admiração por você.

Lamento ter que dizer tudo isso a você, meu prezado Peres. Desta vez não serei excluído do teu grupo como na vez passada em 14.07.15, e ser difamado internamente e levianamente por pessoas de tua confiança. Saio por minha própria iniciativa pois entendo que não posso estar no mesmo ambiente, onde ideais se confundem com conchavos e bastidores contra os interesses da instituição Santos FC.

Fica aqui o meu desejo que você possa contribuir para que as pessoas que hoje estão no Santos, sejam santificada”.

Outro membro, identificado como Francisco, continuou:

“Estou conversando com 5, 6, pessoas em Campinas. Tentando torná-las sócias. Meu discurso: Santos acéfalo, não cumprem Estatuto.  Balanços não aprovados, pagamentos comissão. Caos total. Solução: associar-se ao Santos e votar no Peres. O que vou falar pra eles na segunda-feira?”

Peres respondeu, tentou minimizar a polêmica, mas não convenceu:

“Amigos boa noite! Vamos botar os fatos na mesa:

1) fui convidado para um almoço, pelo Marcelo Teixeira, ainda no final de junho;

2) esse almoço aconteceu ontem e o Modesto Roma Jr. estava presente;

3) ouvi todos os relatos sobre os problemas do clube e tentamos encontrar soluções e alternativas.

4) Marcelo Teixeira pediu que eu ajudasse na captação, na geração de receitas ou mesmo no encontro de novos mercados e alternativas para o clube. Daí surgiu a a possibilidade em aproveitarmos o espaço do G4 para  uma unidade comercial para novos negócios, e em especial a prospecção de negócios internacionais.

5) Disse que eventual trabalho prestado ao clube, por mim seria estritamente profissional, e não podia ser confundido com adesão do nosso grupo.

7) O grupo da Santos Vivo é absolutamente autônomo e nossa independência está fora de qualquer discussão.

Portanto, meus amigos, não existe nada concreto. Estamos negociando uma forma de eu ajudar o clube, de forma remunerada e autônoma, sem participação efetiva na diretoria. Talvez como disse, uma Unidade de Negócios, inclusive internacional, em SP.

Se isso chegar a acontecer, esteja certo de que será  comunicado a todos, imediatamente. E também estejam certos de que a independência de nosso grupo jamais será posta à prova caso esse negócio se realize.

Entendo que numa unidade comercial de negócios posso contribuir para trazer mais receitas ao clube, como venho fazendo nestes anos todos, inclusive 2016,  e contratos da Brahma, Coca-Cola, TEKBOND e outros que rende bom dinheiro só clube. E além disso, em nossa campanha eleitoral defendemos a união de todos os santistas, e assim sendo não posso me furtar a ajudar o meu clube de coração, como já fiz em todas as gestões, e como o farei sempre.

Ajudar, sem vender a alma ou violentar  nossos princípios.

Acrescentando: não darei parte de diretoria alguma, não participarei da administração do clube. Estamos cogitando em expandir os negócios comerciais, remunerado, profissional.

E quem vai ganhar e o Santos!

Jamais trairei os que realmente estão comigo!

Lamento aqueles que saem jogando pedras e dando tiros, a eles faço a pergunta: ” O que vocês fizeram efetivamente pelo clube até hoje, a não ser críticas ?

Aqui no Santos fazemos críticas com o que está errado e isso jamais abrirei mais em fazer. Mas não há “nós contra eles” mas sim “nós contra nós”, afinal somos todos santistas. Minhas atitudes minha consciência. Não estou roubando ninguém!

Quem duvida a revelia do caráter dos outros é porque não acredita nem no próprio.

Tenho 67 anos e sou responsável pelas minhas escolhas. Não posso ir contra i que sempre defendi: Unidade Comercial para  gerir negócios em SP e prospecção de negócios internacionais.

Sofro calado, mas com a consciência tranquila!

Abraços a todos e desculpem-me o desabafo!”

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