Coluna do Fiori

fiori - dicunto

FUTEBOL: POLÍTICA, ARBITRAGEM E VERDADE

Fiori é ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol, investigador de Polícia e autor do Livro “A República do Apito” onde relata a verdade sobre os bastidores do futebol paulista e nacional.

http://www.navegareditora.com.brEmail:caminhodasideias@superig.com.br

apito limpo

Quando sou doce, sou doce. Senão, sou mais ardida que pimenta!

Elis Regina – foi uma cantora brasileira

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CA-CBF “sorteio”

1

Ao colocar o dedo e levantar seu queixo logo após ser expulso, da contenda Santos x São Paulo, arbitrada por Raphael Claus, o são-paulino Lugano demonstrou ter um pouco de razão, vez que, o famigerado “sorteio” antecedente aos denominados clássicos do futebol paulista disputados no Brasileirão deste ano, até o momento foram dois, estranhamente, Raphael Claus foi contemplado; não nos esqueçamos de que tirando os clássicos acima, a série de partidas pode inflar seu ego

Operação Lava Jato no Futebol

É preciso por uma paradeiro na presença direta ou indireta de desembargadores, juízes, promotores públicos, delegados de policia, como também, dos demais integrantes da segurança publica na administração da CBF, federações e clubes

Reflexo

Efetuada a limpeza nas principais entidades, acredito que haverá contenção nos possíveis desmandos das diretorias, conselhos deliberativos e associados das entidades representativas de classe, incluindo os árbitros

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Decima Primeira Rodada da Serie A do Brasileirão – 2016

Sábado 25/06

Corinthians 2 x 1 Santa Cruz

Árbitro: Wagner do Nascimento Magalhães (ASP-FIFA-RJ)

Item Técnico/Disciplinar

Não ocorreram lances confusos; com isso, no todo; os representantes das leis do jogo passaram batido

Domingo 26/06

Santos 3 x 0 São Paulo

Árbitro: Raphael Claus (FIFA-SP)

Item Técnico

Deixou de marcar uma e outra falta, dentre estas a forte, consciente e acertada cotovelada do são-paulino Calleri em um dos defensores santistas

Item Disciplinar 

Pecou por não ter advertido com cartão amarelo o santista Zeca quando de um iniciar de confusão com o oponente Michel Bastos; no entanto, acertou por ter amarelado os são-paulinos Calleri, Hudson e Lugano, assim como: os santistas Gabriel Barbosa e Lucas Lima

Expulsão

Por reclamações sobre falta no lance antecedente ao terceiro tento santista, o são-paulino Lugano, foi premiado com o segundo amarelo, seguido do vermelho

Décima Segunda Rodada – Quarta Feira 29/06

América MG 0 x 2 Corinthians

Árbitro: Wagner Reway (ASP-FIFA-MT)

Item Técnico

Estava de frente pro lance, mesmo assim, errou feio por ter marcado penalidade máxima cometida por Adalberto, defensor da equipe da casa, no corintiano Luciano, vez que, antes de ser puxado, claramente, Luciano acomodou a bola com o braço esquerdo

Item Disciplinar

Advertiu corretamente 02 atletas do América, como também, 01 do Corinthians

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Politica

Tão perto! Tão longe

Desde que a Lava Jato demonstrou que o PT é o Eduardo Cunha e vice-versa, e que há muito pouca coisa entre os dois que se diferencie radicalmente de ambos, o Brasil está paralisado na sua perplexidade.

Seriam, de fato, os R$ 0,85 de cada mensalidade embolsados pelo ministro Paulo Bernardo o maior escândalo desses “empréstimos consignados” com juros subsidiados, que já montam a R$ 281 bi (4,5% do PIB), para a casta dos “com tudo” ao lado dos mais de 400% ao ano de juros do cartão do desespero dos “sem nada”, de quem o Estado já toma outros 46% do PIB (36% de carga + 10% de déficit)? Pense bem: o Bolsa Família, sempre aventado como desculpa para manter os ladrões onde estão, custa 0,3% do PIB…

Este país de avessos, onde as escolas é que estão “ocupadas” e estudar passou a ser uma atividade clandestina que a polícia reprime de preferência a quem trata de impedi-la, teve tempo de sobra para acostumar-se com isto em que se transformou. Os sindicatos-impostos de Getúlio Vargas evoluíram do primeiro e único ao 15.º milésimo de hoje e a metástase prossegue sem combate ao ritmo de 280 novos por ano. E daí saltamos com toda a naturalidade para os nossos por enquanto 35 partidos-impostos, aos quais pagamos horários-impostos para que nos ofendam e humilhem diariamente na TV, tudo sob a proteção dos “movimentos sociais-impostos” recheados de militantes-impostos que nos cobram hora extra para viajar em ônibus-impostos para onde quer que sejam convocados para defender a intocabilidade dos “seus” impostos. Passados 80 anos eis-nos bancando festas nos palácios com impostos diretamente arrancados às favelas…

Com toda a barreira de silêncio que ainda protege da exposição à execração pública que merece o mundo da corte movida a impostos onde “demissão” não consta do dicionário, “auxílio” não é renda e os salários continuam subindo 60 bilhões por ano em meio ao pânico aqui fora, bate na cara do país inteiro o verdadeiro divisor de águas – contribuintes x “contribuídos” – que separa os dois Brasis e não se encaixa nem a murro no repertório “esquerda-direita” dos nossos ditadores de “correção política”.

Agora temos o ciclo completo. Do imperador ao proletário, todos os que estiveram no comando do “Sistema” colheram variações do desastre que é só o que ele pode produzir ou, no máximo, suspenderam temporariamente seus efeitos. Caiu finalmente a ficha. É tudo uma fraude. Tudo tem sido uma fraude. E o país que não se assume como desonesto calou-se…

Tão perto! Tão longe!

O buraco é de dar vertigem, mas o tamanho do nosso atraso é o nosso maior trunfo. O mundo está todo numa encruzilhada, mas é uma encruzilhada lá na frente. Tudo o que diferencia o Primeiro do Último Mundo é, hoje, estrada batida. Para percorrê-la basta se dispor a tanto. Você saberá que o Brasil tem cura quando se começar a afirmar em voz alta, por aí, as duas balizas mais elementares da democracia, plantadas há mais de 300 anos. Apoiar o discurso do ajuste das contas públicas no princípio da igualdade perante a lei colocando na linha de cortes todos os “direitos” e isenções que não sejam comuns a todos os brasileiros é a única maneira de desarmar o torneio entre padrinhos de privilégios à custa do aprofundamento da corrupção e da miséria em que ele, mais uma vez, se vai transformando. Redefinir o direito de representação confirmando exclusivamente o dos sindicatos, partidos políticos e entidades que forem capazes de conquistá-lo e mantê-lo por livre eleição e financiamento dos seus representados é o único modo objetivo de sairmos do feudalismo e começarmos a nos beneficiar do processo de depuração recorrente inerente aos sistemas democráticos. A “cláusula de barreira” que o STF matou não era mesmo a melhor solução, pois cuidava só de represar a lama incessantemente produzida por um sistema torto e corrupto que acabará sempre, inevitavelmente, em “desastres da Samarco” com “danos ambientais” permanentes.

Para que “as instituições funcionem” de fato não é a letra, é a essência democrática da Constituição, definida nos seus artigos iniciais, que tem de ser imposta acima de tudo e de todos, começando pelo desafio jurídico de toda a vasta massa de exceções e penduricalhos esboçados nos que lhe foram acrescentados na sequência e estão em conflito insanável com eles.

Quando não foram diretamente protagonizadas pelo Poder Judiciário, como as da Inglaterra do século 17 que criaram a democracia moderna, as poucas revoluções verdadeiras que a História da humanidade registra – não confundir com os banhos de sangue recorrentes para troca de comandantes de monarquias ou ditaduras das culturas latinas – consolidaram-se (ou não) nas reformas jurídicas que foram empurrando a humanidade para fora do padrão geral do privilégio institucionalizado e para dentro da igualdade perante a lei cujo corolário obrigatório é sair do “a cada um segundo o seu grau de cumplicidade para com os crimes do rei” e enveredar pelo muito menos venenoso “a cada um segundo o esforço investido na obra coletiva”.

O que houve de empolgante no atual processo brasileiro foi exatamente o fato de ter ele partido do Poder Judiciário. Com as condenações do Mensalão o Brasil acordou para o fato de que não é obrigatório, afinal, que o crime vença sempre, e foi às ruas para comemorar esse quase milagre e empurrar para adiante a “marolinha” que, a partir de Curitiba, assumiu ares de tsunami e ameaça fazer escola.

O Brasil Velho está vivo, como prova o fato de todos os ladrões estarem presos e continuarem soltos os seus chefes. Mas o Novo não dá sinal de abandonar a arena. Seria uma excelente bandeira para essa OAB reconciliada com sua tradição histórica de alinhamento com o que é justo tomar a si, junto com os movimentos de rua, esse “Mutirão pela Igualdade Perante a Lei”, de modo a forçar o País inteiro a tomar posição em relação ao que há de mais essencial numa ordem realmente democrática.

Autor: Fernão Lara Mesquita, jornalista e diretor do jornal O Estado de São Paulo  

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“Justiça”

Desprezível  

2

Conforme fotos e publicações via internet, se verdadeiro, o jantar entre Dias Toffoli, Ministro o Supremo Tribunal Federal (STF) e o deputado federal Arlindo Chinaglia, líder do Partido dos Trabalhadores (PT) na Câmara dos deputados, ocorrido na noite do dia 28/06, no restaurante “Feitiço Mineiro” depois que o ministro mandou soltar Paulo Bernardo, ex-Ministro do Planejamento e marido da senadora Gleisi Hoffmann; expõe que temos razões para desacreditar nas decisões emanadas de muitos dos seus integrantes. Este comportar explicita ser urgente e necessária intensa mudança quando da escolha dos membros que preencherão o cargo de Magistrado na suprema corte deste devasso e contaminado Brasil, brasileiro.

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Finalizando

“Pensar o passado para compreender o presente e idealizar o futuro”

Heródoto – foi um geógrafo e historiador grego

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Chega de Corruptos e Corruptores

Se liga São Paulo

Acorda Brasil

SP-02/07/2016

*A coluna é também publicada na pagina Facebook:  “No intervalo do Esporte”

*Não serão liberados comentários na Coluna do Fiori devido a ataques gratuitos e pessoais de gente que se sente incomodada com as verdades colocadas pelo colunista, e sequer possuem coragem de se identificar, embora saibamos bem a quais grupos representam.

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