Choro de Luciano pode ser bem mais dolorido do que se imagina

Recente reportagem do UOL deu conta de que o jogador Luciano havia sido enganado por seu ex-empresário, preso recentemente pela Interpol (estava entre os 10 mais procurados do Brasil), que teria utilizado seu nome, sem consentimento, para tomar emprestado R$ 1 milhão.
A matéria diz também que seu novo agente, Nilson, da ART SPORTS, estaria orientando o atleta em procedimentos jurídicos para resolver a questão.
Há inverdades e omissões em todas as informações.
Em primeiro lugar, Luciano possuía dois agentes, e não apenas o citado, que tinha como sócio um traficante internacional, preso após enviar 40 TONELADAS de cocaína ao exterior, pelo Porto de Santos.
Frequentava a residência de ambos (inclusive as festividades pouco religiosas), e, convenhamos dificilmente, tanto desconheceria suas atividades como deixaria que fizessem com seu nome o que não estivesse previamente combinado.
Tudo indica que a revolta para a imprensa se deu como defesa prévia não apenas pela dívida (que por razões óbvias sobrará para o jogador), mas pelos desdobramentos policiais que seu envolvimento (em apuração) poderá lhe ocasionar.
Há quem diga, por exemplo (a polícia está investigando), que após a prisão de “padrinho” (traficante), Luciano, de alguma maneira, teria ajudado-o a não perder alguns negócios.
A questão é saber quais, se lícitos ou não.
Por fim, a tal ART SPORTS, e o tal Nilson, ambos tratam-se apenas de prepostos do verdadeiro investidor, que adquiriu os direitos de Luciano em negociação com os citados criminosos: o velho conhecido do Parque São Jorge, Fernando Garcia, que está, por sinal, prestes a se enrolar ainda mais em inquérito do MPF, em transação de jogador no Nordeste, e no MP-SP, pelo esquema de utilização do SEV-Hortolândia como “fachada” para negócios do futebol, revelado pelo Blog do Paulinho, e, na última semana, retomado em matérias da ótima Camila Mattoso, da FOLHA.
Estas razões, gravíssimas, nos levam a crer que o choro sentido de Luciano, após marcar o primeiro gol do Corinthians contra o Santa Cruz, na noite de ontem, movimentou sentimentos que estão além do período de seca na artilharia, mas trata-se de uma união de problemas de resolução mais difícil do que rolar a bola para dentro das redes.




