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O esporte brasileiro nas mãos de quem pagava o piloto do “Helicóptero do Pó”

aecio perrela e perrelinha

Ao escolher o nome de Gustavo Perrela como membro da APFUT, que, entre outras coisas, é integrante da “bancada da bola”, formada por deputados que jogam pela CBF na Câmara, além de proprietário da aeronave conhecida nacionalmente como “Helicóptero do Pó” (após apreensão de 455 kg de cocaína pela PF), o Ministro do Esporte, Leonardo Picciani, esbofeteou a face do povo brasileiro.

O presidente do Brasil, Michel Temer, em não vetando a nomeação, também.

Perrelinha, filho de Zezé Perrela, outro nome marcado pela obscuridade de ações no submundo esportivo, além de extremamente próximo ao ex-governador de Minas Gerais, Aécio Neves, era, até outro dia, suspeito de narcotráfico (as investigações, porém, polemicamente, o inocentaram).

No mínimo, era patrão do piloto da aeronave, que dificilmente realizaria trabalhos desconhecidos de quem, comprovadamente, lhe garantia o sustento.

Vincular esse tipo de suspeita a um órgão ligado à fiscalização da governança esportiva é quase tão temerário quanto escolher para Ministérios gente investigada na “Operação Lava-Jato”.

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