Palmeiras e os jogadores do Presidente

Não bastasse emprestar dinheiro para o Palmeiras, apesar de a juros baixos, com evidentes vantagens no relacionamento bancário, o presidente Paulo Nobre utilizou-se de seus recursos para contratar dois jogadores: Roger Guedes e Yerry Mina.
Ambas as atitudes absolutamente inadequadas.
A primeira comprova a própria ineficiência administrativa do gestor, incapaz de gastar menos do que arrecada.
Mais grave ainda é a segunda, que inevitavelmente constrangerá o treinador no momento de lidar com atletas ligados aos Presidente.
Mesmo que Nobre não lucre financeiramente com a operação (o Palmeiras receberá a diferença em caso de venda por valor maior do que o investido), a dívida só aumenta, a dependência do clube com o mecenas acentua-se e o ganho político com a fábula da boa gestão é inquestionável.
O pior é que são poucos os conselheiros com coragem de expor a situação, que, em verdade, não é boa para o clube.
