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Coluna do Fiori

fiori - dicunto

FUTEBOL: POLÍTICA, ARBITRAGEM E VERDADE

Fiori é ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol, investigador de Polícia e autor do Livro “A República do Apito” onde relata a verdade sobre os bastidores do futebol paulista e nacional.

http://www.navegareditora.com.brEmail:caminhodasideias@superig.com.br

apito limpo

“Todas as flores do futuro estão contidas nas sementes de hoje”

Provérbio Chinês

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1

4ª Rodada da Série A do Brasileirão – 2016

Domingo 29/05

Ponte Preta 1 x 2 Flamengo

Árbitro: Anderson Daronco (FIFA-RS)

Árbitro Assistente 01: José Eduardo Bernardi (CBF 1- RS)

Árbitro Assistente 02: Helton Nunes (ASP-FIFA-SC)

Item Técnico

Por pouco a lei do jogo não foi agredida por erros semelhados dos dois assistentes; explico:

– quando da cruzada de bola do ataque da equipe da Ponte Preta casa para o interior da área adversaria, um dos seus estava em posição de impedimento, no entanto, quem cabeceia a redonda, profundo da rede, vem de trás, neste momento, erroneamente, o assistente 01, ergue o braço, agita a bandeirola para sinalizar impedimento;

De imediato, Anderson Daroco apontou posição irregular; houve reclamações, vai até o assistente 01, trocam palavras e, acertadamente, aponta o centro de campo, legitimando o gol da equipe campineira.

– Por volta do vigésimo minuto da etapa inicial, bola centrada para o interior da área da Ponte Preta, havia um flamenguista em posição de impedimento, contudo, a redonda foi cabeceada profundo da rede por Felipe Azevedo, defensor da equipe campineira, neste tempo, Helton Nunes, assistente FIFA, erra, sinalizando impedimento do flamenguista que estava à frente do defensor da Ponte Preta, neste fato, de pronto, o árbitro balança; segundo após, corretamente, batendo a mão no peito, chamou pra si a decisão, legitimando o gol

São Paulo 1 x 0 Palmeiras

Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro (FIFA-MG)

Item Técnico

– Deixou de sinalizar falta claríssima no palmeirense Dudu; na sequencia, a redonda foi cruzada da direita do ataque são-paulino, pro interior da área alviverde, na descendente, Ganso cabeceou pro fundo da rede, consignando o tento da vitória do São Paulo

– Deveria e poderia ter advertido Rogério, atacante do São Paulo, quando da simulação de penalidade máxima

Item Disciplinar

Foi correto por ter advertido com cartão amarelo: 5 defensores do Palmeiras – 2 do São Paulo

Observação

Ricardo Marques Ribeiro deve maneirar seu agitar quando da marcação de faltas, assim como, na advertência ou conversação com os atletas. Se quiser aparecer! Alugue uma casa de espetáculos

5ª Rodada da Série A – Quarta Feira 01/06

Corinthians 1 x 0 Santos

Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (FIFA-RS)

Item Técnico

Lances principais

Acertou

Por não ter cedido a reclamações dos santistas que diziam ter sido penalidade máxima o lance ocorrido na primeira etapa, no momento que a redonda tocou no braço dos defensores da equipe oponente corintiano que estava de costas para a bola

Errou

Na segunda etapa, Leandro Vuaden deixou de sinalizar penalidade máxima, quando do cruzamento da redonda efetuado do lado direito do ataque corintiano, para o lado esquerdo do interior da pequena área da equipe santista; neste episodio, o corintiano Uendel, não conseguiu tocar na bola por ter sido atingido em sua perna pelo santista Vitor Frezarin Bueno, que jogou com a camisa 18

Item Disciplinar

Advertiu corretamente dois defensores da equipe santista

Observação

Acredito que Vuaden não suporta ter a disposição o aparelho de comunicação, vez que, deve ter sido a terceira ou quarta ocasião que retira o aparelho do ouvido e, numa delas, acintosamente, o jogou no gramado; até onde sei, o todo poderoso presidente da CA-CBF, Sérgio Correia da Silva, dá uma de cego, surdo e mudo

Quinta Feira 02/06

Palmeiras 4 x 3 Grêmio

Árbitro: Marielson Alves Silva (ASP-FIFA-BA)

Árbitro Assistente 01: Rodrigo F. Henrique Correa (FIFA- RJ)

Árbitro Assistente 02: Ivan Carlos Bohn (CBF 1- PR)

Item Técnico

O tento do empate 1 x 1 marcado pelos gremistas surgiu após a bola ter batido no bico direito da trave alviverde, voltando para Bressan, em posição de impedimento, toca a redonda pra um de seus colegas que, em posição legal, finaliza profundo da rede. Erro do assistente 01, como também, do árbitro, por ter sido lance de fácil visão

Deixou de marcar e inverteu algumas faltas, dentre estas, a cometida pelo gremista Maicon, no palmeirense Tchê Tchê

Item Disciplinar

Errou e feio por não ter expulsado, ou, em menor escala, ter advertido atleta Maicon, quando do lance narrado arriba

Peitado

Por duas ou três vezes, o árbitro foi contestado e peitado por atletas de ambas as equipes, demonstrado estar temeroso, se encolheu e nada de tomar decisões de acordo com as leis do jogo

Conclusão

Não foi a primeira vez que Marielson Alves Silva apresentou péssimo trabalho; certamente, como muitos dos seus colegas, deve ter como padrinho, algum dirigente esportivo, politico, empresário, membro do judiciário, ou do MP que tenha fortíssima e maléfica influencia no hediondo bastidor do futebol da CBF, federações e clubes. Né não?

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Politica 

2

O impacto do asteroide

As gravações vazadas ou divulgadas no Brasil são vistas, prioritariamente, sob a ótica da Operação Lava Jato. Até que ponto revelam uma trama para anular o trabalho policial, em que momento cruzam a linha do crime de obstrução da Justiça?

Como isso já foi discutido e, inclusive, levou à queda de dois ministros em apenas 20 dias, creio que é possível propor novas leituras das gravações, sobretudo a partir da experiência de muitos anos em Brasília.

Na vida cotidiana, a frase “sabe com que está falando?” já foi dissecada pelo antropólogo Roberto DaMatta e revela um aspecto autoritário da sociedade brasileira. Em Brasília, quando um problema depende de um juiz ou de um burocrata, os políticos fazem instintivamente outro tipo de pergunta: Quem fala com ele?

Essa pergunta é recorrente. Amigos, colegas de trabalho, familiares, todos são lembrados como uma possibilidade de influenciar.

Os políticos partem da correta presunção de que ninguém é um ser metafísico, completamente isolado da sociedade. E trabalham para convencê-lo pelos caminhos sentimentais do afeto e da gratidão.

Em alguns casos, a pergunta é mais ríspida e direta. Em vez do “quem fala com ele?”, surge o “quem o indicou para o cargo?”.

De todas as maneiras, é um processo permanente que envolve centenas de demandas, inclusive algumas pouco republicanas ou, francamente, fora da lei, como é o caso da obstrução de Justiça.

Num certo nível e com suas gradações, creio que é um processo comum a outros países. Essa incessante busca de um mensageiro adequado para seus pleitos é um dos atributos da política.

Juízes e autoridades sabem da existência desse processo. São treinados para conviver com ele e, dentro de suas possibilidades, resistir cordialmente.

A tarefa de neutralizar a Operação Lava Jato é talvez a mais complexa que alguns políticos brasileiros enfrentaram no caminho. Em certos momentos, houve uma ponta de desespero, como nas gravações de Lula nas quais ele pede que uma pessoa internada na UTI tire os tubos e fale ao telefone com a juíza Rosa Weber.

Possivelmente, não aconteceria nada de novo se o paciente em estado grave trocasse algumas palavras com a magistrada. Mas a simples expectativa mostra como é profunda a dependência da pergunta: Quem fala com quem?

No caso da Lava Jato, dois fatores complicaram o abundante fluxo das conversas que constituem o mecanismo cotidiano de Brasília.

O primeiro deles são as gravações feitas pelos investigadores. Elas foram realizadas para mostrar que os acusados tentavam escapar da Justiça e teciam suas tramas para evitar que caíssem nas mãos do juiz Sérgio Moro. Neste caso, entram as gravações que envolvem Lula e o governo Dilma.

Outro favor novo: as delações premiadas. Elas tornaram perigosas mesmo as ligações telefônicas entre amigos, as conversas que, teoricamente, estão fora do alcance da polícia. Neste conjunto estão as gravações realizadas por Sérgio Machado. As pessoas vão sendo capturadas na medida em que entram e falam no ambiente, como é o caso do ex-ministro da Transparência Fabiano Silveira.

Em ambos os casos, as gravações representam jatos de areia no mecanismo de poder de Brasília, antes tão fluido e vivenciado como natural.

A reação de Lula e de José Sarney, dois homens que experimentaram o poder e ainda o detêm hoje, em escala menor, é de insegurança. Como se o mundo virasse de pernas para o ar e o eixo do poder perene subitamente fosse alterado: uma revolução.

Lula revelou esse desgosto ao cunhar a expressão “República de Curitiba”. Sarney, nas gravações de Sérgio Machado, define o processo como uma “ditadura do Judiciário”.

Cada um reagiu à sua maneira. O PT, pelo confronto, que é a linguagem mais comum ao partido. Era preciso paralisar os adversários, denunciar a mídia golpista e toda essa história.

Ao que me parece, o PMDB compreendeu que o eixo do poder se deslocou e tratou de arrastá-lo de novo para sua posição original.

E recolocou, em outro nível, a pergunta tradicional: Quem fala com quem? Era preciso cativar os juízes do Supremo, seduzir os grandes órgãos da imprensa, só assim o poder se reinstalaria em Brasília e o país voltaria à normalidade. Tentativa também fracassada.

Um elemento interessante nessa luta permanente para recuperar o eixo do poder é a maneira como Lula, Sarney e o próprio Machado encaram o silêncio de alguns e o apoio popular à Lava Jato. Em vários momentos, usam a palavra covardia, lamentam que o avanço das forças de Curitiba não seja combatido por uma resistência nacional. Era como se os invasores fossem tomando o país e, ao invés de pedras e bomba, ganhassem aplausos e flores.

O velho Sarney sabe que nem tudo terminou e prevê um assalto final com a “metralhadora ponto 100”: a delação de Marcelo Odebrecht e dos executivos de sua empresa.

Quase nada ficará de pé. Neste momento, denunciar e punir talvez não tenham mais a urgência dos tempos que se encerram. Definidas as responsabilidades individuais, será possível explorar o campo do sistema político em que tudo aconteceu, e a fantástica reação humana diante de um mundo que desmorona.

Faltam ainda dezenas de gravações, depoimentos, acareações. Se o tempo permitir, voltarei a elas com uma curiosidade diferente. Não mais saber quem vai ou não ser preso.

O universo político brasileiro sofreu o impacto semelhante ao dos asteroides que destruíram os dinossauros. Mas como é diferente quando se trata da história humana. Os dinossauros não tiveram escolha, não buscaram o contato desesperado entre si, não delataram nem gravaram escondidos as conversas mais reservadas. Políticos são humanos. Muito humanos.

Autoria do jornalista Fernando Gabeira – publicado no Estadão do dia 03/06/2016

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Finalizando

“Se você remover pedra por pedra até mesmo uma montanha será demolida”

Provérbio hindu

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Chega de Corruptos e Corruptores

Se liga São Paulo

Acorda Brasil

SP- 04/06/2016

*A coluna é também publicada na pagina Facebook:  “No intervalo do Esporte”

*Não serão liberados comentários na Coluna do Fiori devido a ataques gratuitos e pessoais de gente que se sente incomodada com as verdades colocadas pelo colunista, e sequer possuem coragem de se identificar, embora saibamos bem a quais grupos representam.

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