Caso doping: Yago é mais uma vítima de Joaquim Grava

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Ontem, em coletiva, o médico Joaquim Grava anunciou que o zagueiro Yago, do Corinthians, foi flagrado pelo exame anti-doping, sob responsabilidade da Federação Paulista de Futebol.

Com o presidente do clube ao lado, disse:

“O departamento médico vai ter de responder perante as leis da antidopagem. O clube é isento. O atleta é isento. A responsabilidade é toda minha”.

Mesmo sabendo ser proibido, Grava receitou ao jogador anti-inflamatório que contém a substância betametazona.

Yago não é a primeira vítima da ineficiência do médico alvinegro, que, tempos atrás, foi demitido do Corinthians sob diversas suspeitas, entre as quais a de trabalhar alcoolizado, o que poderia explicar, em talvez, o erro revelado ontem.

Retornou, mesmo após ter ingressado na Justiça contra o clube, pelas mãos de Andres Sanches, de quem se tornou “braço direito”, inclusive em atos nada elogiosos, alheios às salas do departamento médico alvinegro, garantindo, ainda, emprego a seus dois filhos, ambos no departamento profissional de futebol.

O caso mais famoso entre os erros de Grava encurtou a perna e a carreira do lateral Giba, campeão brasileiro de 1990.

Recentemente, o prejudicado foi o meia Elias, que, vítima de fissura na fíbula, foi diagnosticado com edema de pele, tendo a lesão agravada pela permissão de entrar em campo sem mínimas condições.

Vítima de fissura na fíbula, o jogador Elias, do Corinthians, sob diagnóstico de problema na pele, foi autorizado pelo departamento médico do clube, sob regência de Joaquim Grava, a disputar partidas de futebol, procedimento equivocado que ajudou a agravar a lesão

Em aparente cinismo, Grava disparou:

“Vocês gostam de criar polêmica no Corinthians, isso é uma coisa normal. O departamento médico errou em quê? Erro médico é quando alguém perde a perna, quando alguém morre. Isso é coisa normal que acontece no consultório”

Até fora do Corinthians os polêmicos e cada vez mais frequentes erros de Grava conseguem repercussão internacional, fruto de promiscuidade com a imprensa (diversos jornalistas se tratam, gratuitamente, em seu consultório), que o tratam, indevidamente, como “messias” da medicina, quando, em verdade, trata-se de uma nulidade acadêmica, segundo seus próprios colegas de medicina.

Estamos falando, especificamente, do ocorrido com o tetra-campeão Rivaldo, que, em setembro de 2015, com problemas de lesão no menisco e cartilagem foi operado pelo doutor, para, meses depois, perceber que o problema se agravou após, durante o procedimento, ter sido acometido por infecção bacteriana.

Obrigado a refazer a operação, o ex-jogador decidiu correr de Grava, internando-se em Miami, nos Estados Unidos:

“Desde ontem internado aqui em Orlando, com a perna inchada devido a cirurgia que fiz no ano passado. Fiz vários exames e espero sair hoje à tarde”.disse.

Retornando ao caso do zagueiro Yago, o prejuízo ocasionado por mais este erro do médico alvinegro é incalculável.

Perde o jogador, que, independentemente das justificativas, mesmo sem ter culpa, ficará com a mancha do doping marcada em seu currículo, sem contar o clube, que, comercialmente, teve, evidentemente, seu produto desvalorizado.

Só não perde Joaquim Grava, que, há anos, exala incompetência (e outros odores) no Parque São Jorge, sem que ensaie-se sequer um mínimo de punição, fruto de diversos rabos amarrados com quem deveria, hierarquicamente, repreende-lo.

wadihandresgrava

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