A queda do Governo Petista

fora pt

Em dia histórico, o Congresso Nacional votará, quase no final da tarde, enviar ou não ao Senado o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT).

A aprovação é dada como certa.

Fala-se que dos 342 votos necessários para o afastamento, 350 estariam garantidos, apesar do blog acreditar que a conta deve ultrapassar os 370.

O PT roubou.

Mas não foi apenas durante os governos Lula e Dilma.

É hábito desta facção criminosa, travestida de partido, desde os primórdios do período sindical, organizar-se para, ilicitamente, obter recursos que garantam o próprio sustento, e, como comprova o “Caso Celso Daniel”, também aos membros da cúpula.

Ou seja, os líderes do PT também roubam o PT e, por consequência, seus militantes mais pueris.

Entre os grandes mentores do sistema criminoso, que instituiu a pilhagem organizada no Planalto, estavam os mensaleiros José Dirceu e José Genoino, que seriam, não houvesse sido desmascarado o crime do “Mensalão”, os próximos presidentes do Brasil, findada a gestão de Luis Inácio Lula da Silva.

Dilma Rousseff sequer seria sondada, e, somente passou a existir no cenário político nacional (apesar de ter fundamental participação, desde sempre, nos desvios de conduta da Petrobras – conselheira que era da governamental) porque acreditava-se que não atrapalharia os planos pré-determinados da cúpula petista, servindo apenas como entreposta dos próximos gestores que estariam por vir.

A Polícia Federal, porém, obrigou o PT a mudar seus planos.

Voltando ao período sindical, apesar de combativos, Genoino e Dirceu não possuíam carisma necessário para chegar ao poder, razão pela qual decidiram bancar um malandro ousado, que era capaz de se dizer esquerdista mesmo sem saber do que isso se tratava, de citar Marx sem nunca ter lido um de seus textos (ou outro livro qualquer), de se dizer representante dos trabalhadores, mesmo utilizando-os, como ocorreu diversas vezes no ABC, para vender greves que beneficiassem as montadoras, obtendo para si, seus “companheiros” e aos partidos benesses que se avolumavam no ritmo da fama adquirida.

Depois de alguns anos sendo derrotado em eleições importantes, o PT entendeu que deveria, para chegar ao poder, investir também na amenização do discurso, antes extremamente bélico, no visual de Lula (de desleixado com barba falhada e rodela de suor nas axilas para um trabalhador engomadinho), aproximando-se, também, dos antes combatidos banqueiros (que depois lucraram como nunca no Governo Petista) e, principalmente, nas promessas de “parcerias” com empreiteiras e sindicatos.

Eleição garantida, os petistas implementaram no Governo o mesmo sistema que levou o Prefeito Celso Daniel à morte no ABC: a partir da presidência de Lula, todos os contratos fechados teriam que destinar percentuais de propinas ao PT e demais partidos da base, dando em troca aos “colaboradores” participações em empreendimentos bilionários, através de licitações fraudadas e compadrios espúrios.

A ação era tratada pelos petistas como “garantia de governabilidade”, que, em verdade, significava projeto de perpetuação no poder.

Mas não bastava.

Era necessário, também, comprar votos de parlamentares, ação arriscada que aparentava garantir fidelidade à organização criminosa, porém, na primeira mudança de humor de um dos beneficiados, poderia – como foi – ser delatado.

Ainda assim, acreditando que na falta de recibo as propinas não poderiam ser comprovadas, subestimando, ainda, o trabalho da PF e superdimensionando o efeito da popularidade de Lula, o PT não diminuiu o ímpeto, roubando e deixando roubar cada vez mais.

O restante da história e suas consequencias são conhecidas, entre as quais a conivência da presidente Dilma Rousseff, que, muito mais do que o crime de responsabilidade efetivamente cometido através das “pedaladas fiscais”, será afastada pela irresponsabilidade, de, evidentemente, por ação ou omissão, ter participado do maior assalto aos cofres públicos que se tem conhecimento na história do planeta.

O impeachment se faz necessário, punindo o verdadeiro “golpe” contra o país, orquestrado por um grupo que tem seus mentores quando não presos em vias de encarceramento.

Isso não significa, porém, que após consumada a expulsão da quadrilha petista, fechemos os olhos para o que virá pela frente.

Fiscalizar o próximo Governo será primordial para que evite-se novos desvios de conduta, punindo, exemplarmente (como aconteceu com o PT), os que por ventura vierem a delinquir.

Facebook Comments

Posts Similares

Deixe uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.