Presidente do Sport dá exemplo no combate aos bandidos “organizados”

joão martorelli

Em meio à promiscuidade reinante entre dirigentes de futebol e as facções criminosas “organizadas”, tratadas indevidamente como torcedores de futebol, o presidente do Sport/PE, João Humberto Martorelli, neste assunto, é exemplo de conduta.

Fechou a sala que o clube cedia para a bandidagem, proibiu acesso dos marginais à sede do Sport e também a utilização, por eles, dos símbolos da agremiação, em qualquer produto (faixas, xamisas, etc.).

Além disso, expulsou os 20 membros da “Torcida Jovem” que eram associados da equipe pernambucana, sob argumento dos incisos II e VIII do artigo 47 do Estatuto Social do Sport, que determinam “ser dever do sócio zelar pelo bom nome do Clube e buscar, por todos os meios, elevar o seu conceito, além de portar-se com a maior decência e urbanidade no recinto social, nos campos de esportes e em qualquer outra dependência do clube”.

Atitude corajosa, elogiável, que deveria ser regra.

Enquanto isso, nos principais clubes brasileiros, inclusive no Palmeiras, em que o presidente, sabiamente, rompeu com a bandidagem, observa-se tentáculos desses grupos espalhando-se por conselhos deliberativos e até diretoria (no Corinthians, o diretor de futebol é um deles, como foi, desastrosamente, o diretor financeiro), possibilitando, se não forem impedidos, que um dia sejam gestores do caos das próprias agremiações.

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