Governo erra ao instituir torcida única

torcida policia

Assim como ocorre, frequentemente, nas análises do Ministério Público, o Governo de São Paulo também se equivoca ao instituir nos estádios paulistas a obrigatoriedade de torcida única da equipe mandante da partida.

Não se combate a violência violando os direitos de que se comporta com civilidade.

É inacreditável que nenhum dos órgãos citados perceba que somente a venda de ingressos para todos, pela internet, com lugares marcados e sem divisão de torcedores é a solução mais próxima do ideal para o combate a marginalidade.

Nesse sistema, evitaria-se a formação de grupos, acabando com o privilégio de poucos, estimulando gente de bem a comparecer aos palcos de futebol.

Democratizando-se a compra de ingressos, e, por consequencia, acabando com a reserva de mercado que beneficia os grupos violentos, restará ao próprio Governo o combate aos bandidos que, em continuando as barbaridades, deverão fazê-lo em seus guetos ou em “arenas” urbanas pela cidade.

Mas ai, o poder público não mais deverá tratar essa gente como torcedores, e sim como marginais que são, prendendo os envolvidos, responsabilizando, ainda, as pessoas físicas dos presidentes de facções e também as jurídicas destas entidades.

Sem o futebol como subterfúgio para arrecadar dinheiro, com o tempo, os bandidos não resistirão, e, naturalmente, fecharão as portas.

EM TEMPO: de profundo mal gosto a FOLHA de hoje procurar os presidentes de “organizadas” para opinar no assunto “torcida única”. É quase o mesmo que entrevistar ratos questionando se aprovam ratoeiras espalhadas pela cidade. Com perdão aos ratos, que não merecem ser comparados a seres tão imundos.

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