Enfim, Ganso merece elogios

Este espaço, como muitos outros da imprensa, teceu resgados elogios a Paulo Henrique Ganso, quando este surgiu como futuro grande craque mundial, ao lado de Neymar, em seu período inicial de Santos Futebol Clube.
À época, falava-se (nós, inclusive) que se Dunga (para a Copa do Mundo de 2010) tivesse que escolher um entre os dois, que o então camisa dez, mais produtivo (para se ter noção do rendimento) fosse o convocado.
O tempo passou, a promessa deixou de ser cumprida e Ganso só piorou.
Mal no Santos, ficou ainda pior no São Paulo.
Não que houvesse perdido a qualidade dos passes, domínios e visão de jogo, mas, nitidamente, transava (jogava) sem tesão.
Não se sabe qual o milagre de Bauza (treinador do Tricolor), mas, nitidamente, tudo mudou.
Ganso passou a correr mais, chutar mais, marcar mais gols, ou seja, deixou de passar a impressão de que, apesar do talento, parecia ‘odiar” jogar futebol, para a de um rapaz em busca do tempo perdido, mais compromissado, entendedor de suas responsabilidades.
Enfim, após período de críticas duras, pesadas, reencontramos, com alegria, motivos para voltar a elogiá-lo.
Tomara as coisas mantenham-se assim, para o bem do São Paulo, do próprio atleta e, principalmente, do futebol brasileiro, absolutamente carente de bons nomes para servir a Seleção da CBF.
