Lula, Alexandrino Alencar e o estádio de Itaquera

Os grampos da Polícia Federal, liberados pelo juiz Sergio Moro, revelaram, além dos áudios exibidos no Jornal Nacional, conversas entre o ex-presidente Lula e o executivo Alexandrino Alencar, responsável, em nome da ODEBRECHT, pelos negócios realizados no estádio de Itaquera.
Desde a construção até a contração de empresas terceirizadas.
Há suspeitas de superfaturamento e consequente desvio de recursos, em que os maiores beneficiados seriam construtura, PT e seus agentes, entre os quais o ex-presidente do Corinthians, Andres Sanches.
Vale lembrar que Alexandrino, há décadas, mantém negócios em conjunto com parentes do dirigente alvinegro.
Nas transcrições dos áudios percebe-se a estreita relação entre Lula e Alencar, que permite ao ex-presidente, inclusive, falar abertamente sobre artigo que iria ainda ser publicado pelo ex-Ministro da Economia dos tempos Militares, Delfim Neto, sugerindo que o texto havia sido combinado para defender interesses dos petistas.
Há também indicação clara de manipulação das ações do BNDES, responsável pelo financiamento do estádio.
Antes que a “Lava-Jato” se aprofunde ainda mais no assunto, seria inteligente que os próprios conselheiros do Corinthians o fizessem, evitando que o clube, utilizado por dirigentes para desvios de conduta (e dinheiro) sofra, em futuro próximo, sanções de quem será tratado como conivente (se não se mexer) de toda a operação, tudo indica, realizada com finalidade criminosa.



