Maçonaria desmoralizada

Houve um tempo, décadas atrás, em que, apesar de alguns desvios de conduta, em regra, a Maçonaria tinha como objetivo melhorar a sociedade, através do trabalho de membros, antes, melhor selecionados.
Tudo mudou.
Hoje, aceita-se qualquer desclassificado como maçon, bastando, para tal, ter dinheiro ou razoável colocação social.
Nos últimos tempos, diversos membros desses grupos (o blog comprovará, em breve) demonstraram relevante preocupação com publicações deste espaço.
Eventos, como o ocorrido dias atrás, parecem justificar o temor.
A loja maçonica que recebe o nome do ex-governador Mario Covas, localizada no bairro da Penha, concedeu ao vice-presidente do Corinthians, André Negão, um “Certificado de Gratidão”, por “ser um ser-humano que valoriza e acredita na evolução do próximo, assim como motiva aquelas pessoas ao seu redor”.
Vale sempre a pena lembrar o currículo que levou o “homenageado” a receber a honraria: preso três vezes em flagrante por contravenção ligada ao Jogo de Bicho (numa delas, também, por maquininhas de bingo), indiciado por agressão a mulher (fez acordo), indiciado por crimes fiscais (no Corinthians), além de suspeito por diversos outros desvios de conduta.

