Documentos geram suspeitas e revelam mentiras na negociação de Ralf, do Corinthians para a China

Em 06 de janeiro de 2016, em entrevista ao Globo Esporte, o presidente do Corinthians, Roberto “da Nova” Andrade garantiu que o volante Ralf estava em negociações com a China, mas ainda não havia fechado.
De maneira estranha, o jogador, nessa época, não possuía mais contrato com o clube (encerrou-se em 30/12/2015, conforme BID da CBF), mas, após o anuncio do acerto com o Beijing Guoan, dias depois, teria se comprometido a remunerar o clube, de seu próprio bolso, em US$ 1 milhão (R$ 4 milhões).
Ocorre que, de maneira oficial, o negócio inexiste.
Tivemos acesso, ontem, ao sistema TMS da FIFA, em que ficam especificadas, on line, toda a movimentação da carreira de jogadores, em todo o planeta, e, mais de um mês após o “negócio fechado”, não consta novo contrato de Ralf.
A última movimentação, também no sistema da CBF, é a de rompimento de contrato com o Corinthians, em dezembro de 2015.
Oficialmente, portanto, Ralf é tratado como jogador desempregado ou com a carreira finalizada, apesar de, em verdade, já estar até treinando na equipe chinesa.
Fica a impressão, como já ocorreu em casos semelhantes, envolvendo também transações de jogadores do Corinthians, que o atleta (que custou R$ 8,8 milhões aos cofres alvinegros) teria rompido o vínculo, ainda em 2015 (combinado com os dirigentes), acertado a estranha compensação de US$ 1 milhão “do próprio bolso”, para que seus intermediários, noutro negócio, recebam a verdadeira quantia, ainda a ser paga pelos chineses.
TMS DA FIFA INDICA QUE RALF, ONTEM, PERMANECIA SEM REGISTRO NA CHINA OU NOUTRO CLUBE DO PLANETA

BID DA CBF COMPROVA ENCERRAMENTO DE VÍNCULO DO JOGADOR EM 2015

BALANÇO DO CORINTHIANS INDICANDO CUSTO DE R$ 8,8 MILHÕES PARA CONTRATAÇÃO DE RALF, PAGOS AO EMPRESÁRIO FERNANDO GARCIA, SÓCIO DE ANDRES SANCHES E IRMÃO DE PAULO GARCIA, DONO DA KALUNGA

