Empresário influente na base do Palmeiras é ligado a Kia Joorabachian

Luiz Rocha

No início da semana, repercutimos denúncia de conselheiro do Palmeiras sobre movimentações estranhas de empresários nas categorias de base do Palmeiras.

Conselheiro repercute grave denúncia sobre as categorias de base do Palmeiras

Ao final do texto, o nome do empresario Luis Rocha é citado, como homem de grande influência na indicação de jogadores para o setor.

Trata-se de um perigo para o clube.

Rocha, por anos, trabalhou ao lado de Ricardo Guimarães, dono do BMG – o banco do mensalão, ajudando a gerir um fundo de investimentos de atletas, tratado como suspeito em investigações policiais.

Nesta época conheceu o iraniano Kia Joorabchian, parceiro do citado grupo.

Daí para se tornar scouting do Manchester City, foi um pulo, com a função de indicar atletas do futebol brasileiro e sul-americano.

Depois, em retorno a Minas Gerais, aproximou-se de Alexandre Mattos, à época no Cruzeiro, atual gestor do futebol do Palmeiras, o que torna sua ingerência com os garotos palestrinos, se não inadequada, bem suspeita.

Ainda mais porque Rocha mantém negócios na Inglaterra, paraíso dos empresários complicados, sendo proprietário da IOasys Europa.

Há, portanto, como bem lembrou o conselheiro palestrino Gilto Avallone, razões para que as denúncias, oriundas de gente do clube, sejam devidamente apuradas.

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1 Comentário

  1. Prezado Paulinho,

    Como vai?

    Depois de muito tempo resolvi escrever-lhe a respeito do artigo que redigiu sobre mim, sob o título “Empresário influente na base do Palmeiras é ligado a Kia Joorabachian”.

    Apenas para relembrar, ensejaram seu texto, à época, em 2016, denúncias trazidas a público pelo Sr. Gilto Avalone sobre irregularidades na contratação de atletas para as categorias de base do Palmeiras.

    Infelizmente, o Sr. Gilto Avallone faleceu em dezembro de 2020 e não poderá ler o texto que ora escrevo. Mas não poderia concordar mais com ele: todas as denúncias, independentemente da fonte e de quem seja o alvo das acusações, devem ser investigadas.

    No Brasil, infelizmente, não estamos acostumados a que as pessoas tenham êxito por competência e esforço, tantos são os que “se dão bem” cometendo crimes. Há, contudo, muitos cidadãos honestos, os quais, assim como eu, trabalham duro para construir uma história correta e fazer o melhor em suas áreas de atuação.

    Aproveito para mencionar que, neste ano, decidi contar em meu blog, no qual trato sobre este árido universo do futebol, algumas histórias de transações pouco transparentes e ilegais. Ao longo de 20 anos atuando neste meio, pude comprovar que se trata de um terreno contaminado por práticas de corrupção, as quais sempre repudiei. Abracei como missão mostrar que é possível fazer diferente e combater quem insiste em fazer igual.

    Feita essa breve contextualização, vamos à análise do seu artigo. Informo-lhe, inicialmente, que não conheço, a não ser por nome, o empresário Kia Joorabachian.

    Quem fez a denúncia referida pelo Sr. Avallone, e repercutida por você, trabalhou três anos na Traffic. Não preciso discorrer aqui sobre o “modus operandi” da empresa fundada por José Hawilla e hoje administrada por Frederico Pena.

    Não obstante, como dissemos anteriormente, investigação minuciosa deve ser conduzida, para qualquer denúncia, independentemente da fonte.

    O denunciante informa que foi contratado pelo Damiani. Sugiro que você leia o artigo que escrevi recentemente, “Desculpe-me, Marta”, para entender um pouco sobre a minha relação com o ex-diretor do Palmeiras. Cabe, contudo, ressaltar que minha “influência” no Palmeiras dava-se, unicamente, pela competência com que eu e minha equipe executávamos o nosso trabalho.

    Por exemplo, identificamos o atacante Endrick, aos dez anos de idade, em Brasília, e o levamos para o Palmeiras. Hoje não mais prestamos serviço para a família do Endrick, a qual recebeu uma pequena fortuna da TFM (ex-Traffic) para romper o vínculo que mantinha conosco. Veja bem, trata-se da mesma empresa para a qual o denunciante trabalhou.

    Admiro sua coragem para escrever. Mas, além das já mencionadas, há várias outras imprecisões e inverdades no texto que trouxe sobre mim.

    Eu realmente trabalhei alguns anos ao lado do Sr. Ricardo Guimarães e sou-lhe grato pela oportunidade. No entanto, nunca tive função na gestão do fundo a que você se referiu. Minha equipe e eu atuávamos, exclusivamente, na identificação e indicação de talentos. Uma vez indicados os atletas, os gestores do fundo decidiam se iriam ou não investir.

    Sobre a consultoria para o Manchester City, cabe esclarecer que nada tem a ver com o iraniano Kia Joorabchian, até porque, repito, nunca o conheci. Fui convidado para este trabalho pelo Sr. Ferran Soriano, por intermédio do executivo de futebol Sr. Txiki Begiristain.

    Em relação à aproximação com Alexandre Mattos, então executivo do Palmeiras, afirmo que essa proximidade nunca existiu. Tratava com ele exclusivamente de assuntos relacionados aos atletas com os quais minha empresa mantinha vínculo.

    Inclusive, durante parte da gestão de Alexandre Mattos, fui proibido de levar atletas para o Palmeiras. Esta proibição deu-se, em grande parte, em função da relação fraternal do Sr. Alexandre Mattos com o Sr. Bruno Vicintin, com o qual não mantenho relação amistosa.

    Essa proibição foi revista depois que conheci o Sr. Genaro Marino Neto, então vice-presidente do Palmeiras. Na ocasião, tive a oportunidade de lhe apresentar os verdadeiros motivos por trás desta retaliação que sofríamos, e o Sr. Genaro prontamente atuou para que a situação fosse revertida.

    Por fim, sobre os negócios na Inglaterra, o que tenho a dizer é que, além de futebol, gosto muito de tecnologia. Tenho dois amigos que fundaram uma das mais bem-sucedidas empresas da área e que, recentemente, foi adquirida por um grande grupo empresarial brasileiro.

    Após a transferência do atleta Lucas Silva para o Real Madrid, mudei-me para a Espanha. Por viver na Europa, estes amigos e eu decidimos abrir uma empresa de tecnologia por aqui. A Inglaterra foi escolhida em razão dos incentivos que o governo britânico, por meio do UK Trade and Investment, oferecia aos empreendedores estrangeiros. A empresa em questão (Company number: 10659935) foi incorporada no dia 08.03.2017 e dissolvida no dia 13.08.2019.

    Creio que sejam esses os esclarecimentos que, por estar muito ocupado nos últimos anos, cuidando de meu trabalho e de minha família, preferi guardar para momento oportuno – que julgo ser este. E, apesar do tempo decorrido, sendo o jornalista que é, acredito que ouvir o outro lado da história lhe é sempre relevante.

    Continuo à sua disposição para o que necessitar.

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