O engenheiro da Odebrecht, o sítio de Lula e o estádio do Corinthians

frederico barbosa andres sanches

Aos poucos, os executivos da ODEBRECHT com mais proximidade do ex-presidente Lula, envolvidos nos negócios que levaram à construção do estádio que o Corinthians utiliza como seu, em Itaquera, estão se transformando em “estrelas” do Jornal Nacional.

Primeiro foram Alexandrino Alencar e Marcelo Odebrecht, presos pela Operação Lava-Jato, agora, Frederico Barbosa, engenheiro envolvido nos trâmites da reforma de um sítio do tamanho de 24 campos de futebol, que o ex-presidente garante não ser de sua propriedade, mas toda Atibaia (cidade próxima a Capital de São Paulo) diz o contrário.

Se, para atender Lula, Barbosa, segundo relatos de testemunhas, teria emitido notas de empresas que não existem, orquestrado pagamento de despesas com lojas de materiais de construção, semanalmente, com dinheiro vivo (em média, R$ 70 mil a cada sete dias), e, após ser flagrado pelo MP-SP, alegado desconhecer que a propriedade pertenceria ao ex-presidente, há razões de sobra para desconfianças noutras obras em que se fez presente.

Principalmente a do “Fielzão”.

Ao gerir uma empreitada que Lula, certamente, queria deixar em segredo (o sítio), torna-se óbvio acreditar que o engenheiro é homem de absoluta confiança do petista, capaz, tudo indica, até de faltar com a verdade em determinadas situações.

Como acreditar, após a divulgação de suas peripécias pela Rede Globo, que Frederico Barbosa agiu com absoluta transparência nas contas, na contratação de terceirizadas, na compra de materiais, e na gestão de mão de obra de Itaquera, realizada em conjunto com o deputado federal Andres Sanches, também investigado, pelo STF, por lavagem de dinheiro, ocultação de bens, entre outros crimes ?

Talvez seja o momento adequado para que os conselheiros do Corinthians exijam minuciosa prestação de contas, com exposição de documentos, e checagem dos mesmos, evitando, assim, que o clube pague pelo que não recebeu ou a quem, indevidamente, possa estar se beneficiando com a falta de fiscalização.

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