O Ratto da CBF e a suspeita promoção

Na última segunda-feira (11), o Blog do Paulinho revelou obscuridades que cercavam a promoção “Você na Seleção”, divulgada pelo site oficial da CBF.
Promoção da CBF tem empresa com endereço fajuto e proprietário com CPF da mãe
Entre as quais, registro do domínio http://vocenacbf.com.br realizado em nome de Alexandre Ferreira, porém no CPF de sua mãe, Benita Andino Ferreira, além de empresa ligado ao empresário com endereço fajuto e longa inatividade.
Não constava, também, no domínio, o nome da CBF.
Na sequencia, o site “Registro.BR”enviou-nos resposta dizendo que abriria procedimento de investigação para apurar a irregularidade.
Horas depois, em emenda pior do que o soneto, o registro do site foi alterado, com o empresário Alexandre introduzindo, definitivamente, o nome da mãe (que nada tem a aver com o negócio) como “dona”do domínio (já que não poderia justificar a troca de CPF ao site regulador) colocando, também, a CBF como um dos “contatos”, através do email: licencas@cbf.com.br, evidenciando, ainda mais, a participação ou anuência da Casa Bandida no negócio.

Vale a pena relembrar que o diretor de marketing da CBF é Gilberto Ratto, ex-dirigente do São Paulo, que participou, durante a gestão Aidar, das negociações suspeitas com os patrocinadores de camisa.
Após a prisão de José Maria Marin, pelo FBI, Ratto, de sobrenome sugestivo, passou a representar a CBF, em nome de Marco Polo Del Nero, nos mais importantes eventos e reuniões.
Ratto e Del Nero conheceram-se em 2008, quando o primeiro era executivo de marketing da Alpargatas, cuidando do contrato de fornecimento da Topper com a FPF, além de intermediar, com a ajuda do dirigente, outros negócios com jogadores de futebol.
No cargo de diretor da CBF, Ratto tronou-se braço direito do presidente, sem se opor, a até participando de alguns absurdos e desmandos, entre os quais, a injustificada contratação, em setembro de 2015, de Sebastien Valcke, filho do demitido pela FIFA, por corrupção, Jerôme Valcke, para a função de executivo de marketing da entidade.
“Não tinha a obrigação de contratá-lo. Fiz por seu currículo e por perceber sua capacidade em ajudar nos projetos da entidade”, chegou a dizer Ratto, sem constrangimento.
O filho de Valcke, oficialmente, recebe R$ 10 mil mensais na CBF.
Antes de Ratto estar a serviço de Del Nero na Casa Bandida, o comissionamento para intermediários de negócios da entidade girava em torno de 5% a 8%… agora, nada sai por menos de 20% (por dentro – na contabilidade)
Não é nada estranho, portanto, a aceitação do braço direito do presidente da CBF, que também tem “Ferreira” no complemento do sobrenome, de que uma empresa obscura, mesmo denunciada, prossiga no comando de um produto oficial da entidade.
