Família “Negão” faz o que quer no Corinthians

Pela enésima vez, o jogador (?) André Vinicius, filho do vice-presidente do Corinthians, André Negão, que recebe R$ 40 mil mensais de salários, foi emprestado para jogar noutra equipe do futebol brasileiro.
Em quatro anos como profissional, o zagueiro participou apenas de um amistoso pelo clube, no início de 2013.
Depois rodou, sempre às custas do Timão, por Paraná Clube, Bragantino, Portuguesa, voltou ao Paraná, União da Madeira (2ª divisão de Portugal – onde permaneceu no banco de reservas), Audax e agora CRB de Alagoas.
Injustificadamente, em meio às idas e vindas de Vinicius, o Corinthians se meteu a pagar R$ 200 mil a seu pai, André Negão, por 40% dos direitos de um jogador, até onde se sabe, além de comprovadamente ineficiente, formado, desde garoto, nas categorias de base do clube.
O caso é tão obscuro que o atual diretor financeiro do Corinthians, Emerson Piovesan, questionado sobre a operação, sai pela tangente e nada responde.
Mas não é só pelo “sucesso” do filho que Negão voa feliz, como os pássaros, no Parque São Jorge.
Apesar de empossado, recentemente, vice-presidente do clube, o dirigente só encontra tempo, em meio à chefia de gabinete do petista Andrex Sanches, para caminhar na periferia de São Paulo, ao lado de deploráveis, como Netinho de Paula (Lei Maria da Penha) e Luís Moura (acusado de facilitar a vida de facções criminosas), na compra de votos para sua campanha à vereador, trocando apoio por presentes e alimentação.
Enquanto isso, o Corinthians, em crise financeira sem precedentes, segue abandonado na gestão, largado nas mãos de um vendedor de carros (dos mais inexpressivos) na Presidência, e um torcedor organizado, que recebe ordens de empresários, na diretoria de futebol.
