Coluna do Fiori

fiori - dicunto

FUTEBOL: POLÍTICA, ARBITRAGEM E VERDADE

Fiori é ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol, investigador de Polícia e autor do Livro “A República do Apito” onde relata a verdade sobre os bastidores do futebol paulista e nacional.

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apito limpo

As varas do poder, quando são muitas, elas mesmo se comem, como famintas sempre de maiores postos

Padre Antônio Vieira – religioso, filósofo, escritor e orador português

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Delação no SAFESP

O prosseguimento das denuncias envolvendo Arthur Alves Junior, presidente do Sindicato dos Árbitros de Futebol do estado de São Paulo, continua a não nos surpreender, em nosso tempo, fatos aproximados também ocorreram na FPF, assim como, no sindicato.

Por isso, entendo que a frase: “Nada se cria, tudo se copia” do falecido comunicador Abelardo Barbosa, popular Chacrinha, continua a prevalecer no obscuro e sórdido mundo da arbitragem do futebol paulista e brasileiro.

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Rejeitável

As justificativas apresentadas por cada um dos delatores até aqui não nos convenceram e não convencerá a quem tenha o mínimo de atilamento interpretativo, vez que continuam e continuarão alegando o velho conhecido chavão do fui constrangido; por este fato, acrescentaram suas assinaturas nas documentações que lhes apresentaram. Nesta toada, se encontra Márcio Jacob, árbitro militante e membro do conselho fiscal do SAFESP, ao mencionar ter ficado acuado e se visto obrigado a assinar atas das reuniões inexistentes dos meses: abril, maio, junho, julho, agosto e setembro do ano em curso, apresentadas por Arthur Alves Junior no espaço de trabalho da CA-FPF, na vista do presidente Marcos Marinho

Não somos neófitos 

Ao mesmo tempo, na maior cara dura, os agora e futuros delatores das possíveis irregularidades praticadas por Arthur Alves Junior não tiveram e não terão clarividência para expor no momento que cada um omitiu e consentiu sobre as mesmas, o fez, para obter vantagens imediatas, mirando futuras. Avaliando o sentido implícito de suas aclarações, aquilato que entendam que somos neófitos, por este motivo, abraçaremos suas precárias justificativas. Para os mesmos indicam que ajuízem sobre a frase:

“Um homem não é outra coisa senão o que faz de si mesmo”

Cunhada por Jean-Paul Sartre, filósofo, dramaturgo e escritor francês

Estranho

Ao que captei até aqui, as irregularidades cometidas por Arthur na presidência do SAFESP, advêm desde sua primeira posse, salvo engano, ocorrida no inicio da década 2010, por este motivo, não consigo entender o não aparecimento de algum árbitro que tenha um tico de coragem, abnegação e ética para contestar as partes envolvidas neste emaranhando de deslealdades, exigindo que digam a verdade, segundo o fiz na minha época em casos parecidos, por isso, era e continuo nomeado de louco, sendo expulso do sindicato por duas ocasiões, a ultima; prevalece até hoje

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Política

Editorial do Estadão 18/12/05

O ‘povo’ que apoia Dilma

Os ditos “movimentos sociais”, nome de fachada para muitas organizações fora da lei que servem como massa de manobra do PT, realizaram na quarta-feira passada várias manifestações País afora para protestar contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff. A pretensão dessa tropa é provar que sua capacidade de mobilização é maior do que a dos movimentos que querem o afastamento da petista – logo, que sua causa tem mais apoio popular do que a dos cidadãos que consideram que Dilma deve ser punida por sua irresponsabilidade fiscal. Com isso, segundo tal raciocínio, ficaria claro que os defensores do impeachment não passam, afinal, de um punhado de golpistas reacionários, sem respaldo do “povo”.

Mas que “povo é esse, afinal”? Que “povo” vai a uma manifestação vestindo colete da Central Única dos Trabalhadores (CUT), em ônibus fretados e com sanduiches de mortadela garantidos? Não eram muitos os que desfilavam na Avenida Paulista sem pertencer á militância paga. A maioria dos manifestantes estava lá como parte desse certame de popularidade inventado pelos sindicalistas petistas para distorcer a realidade.

E a realidade, inegável, é que para o PT restou apenas a militância movida a caraminguás – os manifestantes profissionais, para quem pouco importa a quem se dirigem os gritos de guerra que são treinados para entoar, desde que recebam seu sanduiche e o cachê ao final da passeata. Se dependesse apenas dos brasileiros comuns que hoje defendem Dilma e o PT, o protesto se resumiria a uma assembleia de centro acadêmico

Se alguém tem dúvida a esse respeito, basta ver a mais recente pesquisa do Ibope sobre a aprovação do governo Dilma. Diz à enquete que 70% dos eleitores consideram a administração da petista “ruim” ou “péssima”, enquanto apenas 9% entendem que é “ótima” ou “boa”. Além disso, 82% disseram desaprovar a maneira como Dilma governa, contra 14% que aprovam. Por fim, 78 % afirmam não confiar na presidente, enquanto só 18% confiam

São números que deveriam desautorizar qualquer pretensão dos petistas e de seus sequazes de se julgarem apoiados pelos brasileiros – cuja maioria, a esta altura, está cansada da roubalheira, da incompetência e do colapso moral que marcam a passagem do PT pela Presidência. Mas pudor não é mesmo o forte dessa turma. Para mostrar uma força que não têm, eles não conhecem limites éticos.

Um exemplo dessa desfaçatez foi dado pelo Sindicato dos Professores do Distrito Federal, que, em seu chamado para os protestos do dia 16, informou que as aulas das escolas públicas da capital do País seriam “compactadas” – isto é, os alunos, que nada têm a ver com a história, seriam amontoados em períodos limitados ao longo do dia para permitir que os professores pudessem atender à “convocação” do sindicato. Tudo isso em nome da luta “pelo respeito à democracia” – decerto a mesma “democracia” que vigora em regimes autoritários pelos quais esse pessoal nutre extasiada devoção

Ciente de que não lhe restam alternativas, Dilma escancarou as portas do Palácio do Planalto para esses movimentos. Um dia depois das manifestações, a presidente e quatro de seus ministros receberam representantes da tal Frente Brasil Popular, entre os quais o líder do Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST), João Pedro Stédile. É evidente que eles foram cobrar a conta do apoio – como disse o notório Guilherme Boulos, líder do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST), Dilma “tem que entender o recado” e aproveitar “a última chance de mudar, antes de perder mais apoio”.

E Dilma, que nunca foi adepta da austeridade fiscal e da racionalidade econômica, parece mesmo cada vez mais inclinada a permitir que esses grupelhos interessados em arruinar de vez a economia do Brasil, em nome de uma ideia de “justiça social” que pereniza a pobreza em vez de erradicá-la, ditem a agenda da Presidência daqui em diante.

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Finalizando

“A conduta é um espelho no qual todos exibem sua imagem”

Johann Ghoethe, filósofo, romancista e dramaturgo alemão

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Chega de Corruptos e Corruptores

Se liga São Paulo

Acorda Brasil

EM TEMPO

Boas festas – Até 2016

SP-19/12/2015

*A coluna é também publicada na pagina Facebook:  “No intervalo do Esporte”

*Não serão liberados comentários na Coluna do Fiori devido a ataques gratuitos e pessoais de gente que se sente incomodada com as verdades colocadas pelo colunista, e sequer possuem coragem de se identificar, embora saibamos bem a quais grupos representam.

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