Negócio no Corinthians envolve dois conselheiros, um ex-presidente e um ministro do Governo

O Corinthians anunciou a contratação do atacante Alan Mineiro (27), do Bragantino, por R$ 1 milhão.
A negociação, porém, é nebulosa.
Em setembro, o acordo já havia sido fechado, por empréstimo, sem custos para o Timão, em reciprocidade sobre a decantada parceria entre o clube de Parque São Jorge e a equipe interiorana de São Paulo.
Porém, nas últimas semanas, tudo mudou.
O ex-presidente do Corinthians, Andres Sanches, ao perceber que Mineiro era oriundo da Ferroviária de Araraquara, clube dominado pelo Ministro Edinho Silva (PT), com quem mantém estreito relacionamento, tratou logo de modificar a negociação.
Em vez de empréstimo, a transação se transformou em aquisição definitiva.
Para viabilizá-lo, sem que suspeitas fossem levantadas, Sanches recorreu ao conselheiro alvinegro, Fernando Garcia (irmão de Paulo Garcia, dono da Kalunga, também conselheiro), que inseriu o atleta na ART SPORTS, empresa preposta da ELENKO, em que inscreveu, recentemente, o atacante Malcon.
A ART é gerenciada por Nilson Moura, outro conselheiro alvinegro do grupo “Renovação e Transparência”.
Ambos, pelo estatuto do clube, impossibilitados de realizar transações no Parque São Jorge.
Foi através deles que Edinho Silva, investigado pelo MPF e também TSE por suspeita, enquanto tesoureiro de campanha da presidente Dilma Rousseff (PT), de operar o que seria uma espécie de “caixa 2” de diversas campanha do partido, entre as quais a de Andres Sanches (também investigado), recebeu o valor de R$ 1 milhão (pagos pelo Corinthians), cedendo os direitos do jogador aos referidos empresários.
