Paulinho, Tuma e Lobão - 13-12-2015 - manifestação fora dilma

O Brasil viveu, ontem, mais um dia de manifestações populares favoráveis ao impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) e do bando de “companheiros” que sobrevivem do Governo, responsáveis pelo maiores assaltos aos cofres públicos, oficialmente comprovados, de todos os tempos.

Em São Paulo, na Avenida Paulista, fala-se em comparecimento de 40 mil pessoas, número menor do que noutras oportunidades.

Desesperados, defensores do Governo tratam o referido quorum como diminuição da intenção popular em ver os petistas alijados do poder.

Pura distorção da realidade.

Mesmo quando os brasileiros não haviam ainda sido golpeados pelas falsas promessas de campanha da atual presidente, e, apesar de feridos pelos efeitos do “mensalão”, sequer imaginavam a proporção dos roubos do “petrolão”, Dilma venceu as eleições com margem bem estreita para quem, como poucos, utilizou-se da máquina e de farta distribuição de “bolsas-votos”.

Agora, após as revelações dos últimos meses, não é necessário ser nenhum gênio para perceber que a maior parte do país quer a troca de Governo e de todos os seus colaboradores.

Voltando à manifestação, no período entre 11 horas e 15 horas, estive na Paulista, ao lado de Romeu Tuma Junior (meu advogado) e do cantor Lobão (a quem sou grato pelo apoio recente), constatando que a maior parte dos presentes, de fato, sabia explicar as razões de seu descontentamento, tornando o movimento, por razões óbvias, ainda mais relevante e legítimo.

Por outro lado, a diminuição de público é facilmente explicável:

É nítido o efeito desestimulante das (suspeitas) atitudes recentes de Michel Temer e Eduardo Cunha, que podem, em caso de impedimento do atual Governo, até ocupar a cadeira da presidência.

Cenário, certamente, assustador.

Além disso, o manifestante, seja ele quem for, precisa ter enorme paciência para escutar os diversos “oradores” do evento e sentirem-se estimulados a retornar na manifestação seguinte.

Entre os que discursavam (com raras exceções), haviam candidatos a serem novos “Linderberg Farias”, outros preocupados com as eleições locais (detonando, até com razão, a nociva figura de Celso Russomanno, mas em clara distorção de finalidade da pauta principal), sem contar os que apenas querem aparecer, como Alexandre Frota, além dos limítrofes, como o filho de Bolsonaro (surreal!), também deputado.

Sim, o PT merece cair, mas o povo brasileiro, que novamente se manifestou, carente de líderes, já sabe, de antemão, que não viverá um conto de fadas com o que se vislumbra dos próximos governantes.

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